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Sexta Feira, 11 de Setembro de 2026

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25 anos depois, EUA temem terroristas domésticos mais do que estrangeiros

11 de Setembro de 2026 as 07h 07min

Legado do atentado da Al-Qaeda é forte, mas agora americanos se preocupam mais com ameaças internas

Dias antes do aniversário de 25 anos do atentado de 11 de Setembro, quando terroristas da Al-Qaeda derrubaram as Torres Gêmeas, em Nova York, uma pesquisa Reuters/Ipsos revelou que hoje os americanos têm mais medo de conterrâneos extremistas do que de grupos estrangeiros.

Questionados sobre a maior ameaça à segurança do cidadão comum, 33% dos entrevistados responderam “terrorismo doméstico”, treze pontos percentuais à frente dos preocupados com terrorismo estrangeiro (20%). Outros 42% indicaram que o perigo mais grave vem de atos aleatórios de violência, como massacres em escolas.

Quando perguntados, especificamente, sobre o tamanho da ameaça de atentados motivados por ideologia, a diferença sobe: 61% disseram que extremistas domésticos são mais perigosos, contra 34% que escolheram aqueles vindos do exterior.

O cenário era bem diferente uma década atrás. Levantamentos Reuters/Ipsos de meados de 2013 mostravam que apenas 21% dos americanos qualificavam o terrorismo doméstico como a principal ameaça — sete pontos a menos do que terroristas estrangeiros (28%). Enquanto isso, 51% se preocupavam mais com atos aleatórios de violência.

EXTREMISTA NA VIZINHANÇA

Vinte e cinco anos atrás, os Estados Unidos e o mundo observavam, atônitos, membros da Al-Qaeda lançarem aviões contra o World Trade Center e contra o Pentágono, em 11 de setembro de 2001. O atentado matou mais de 3 mil pessoas e desencadeou décadas de guerra, incluindo a invasão do Afeganistão, onde era sediada a organização terrorista.

A Al-Qaeda também inspirou o atentado a bomba na Maratona de Boston em 2013, quando quatro pessoas morreram e mais de 260 ficaram feridas.

No entanto, os Estados Unidos também viveram muitos ataques inspirados internamente, incluindo o ataque a tiros que, em 2016, matou 49 pessoas em uma boate gay na Flórida e outras incursões contra americanos negros, latinos ou judeus. O próprio presidente Donald Trump enfrentou ao menos três tentativas de assassinato, incluindo um ataque a tiros em 2024 que o atingiu de raspão na orelha.

Mesmo assim, o legado do 11 de Setembro continua forte. A pesquisa Reuters/Ipsos desta terça revelou que 60% dos americanos afirmam pensar periodicamente no atentado; proporção semelhante diz que apoiaria uma resposta militar caso ocorresse outro episódio do tipo. No entanto, a maioria acha que as guerras no Oriente Médio após os ataques não valeram a pena (48% em relação ao Afeganistão e 51% em relação ao Iraque). Ambos os conflitos têm em torno de 20% de aprovação. O conflito em curso iniciado pelo governo Trump contra o Irã, aliás, conta com o apoio de apenas 25% dos americanos; 54% acham que não valeu a pena.

SEGURANÇA INTERNA

O levantamento também revelou que cerca de 60% dos americanos — a taxa aumenta para 80% entre os eleitores republicanos — acreditam que a resposta do governo dos Estados Unidos ao 11 de Setembro foi, pelo menos em parte, eficiente na prevenção de novos atentados em solo americano.

A maioria da população — incluindo 71% dos democratas e 75% dos republicanos — aprova o reforço na segurança dos aeroportos implementado após os ataques, afirmando que valeu a pena mesmo com quaisquer transtornos em viagens aéreas. Mas os americanos preferem que isso tudo seja gerido pelo governo: uma proposta do governo Trump para privatizar a segurança de aeroportos conta com apenas 23% de apoio; 48% são contra.

O aumento da vigilância interna após 2001, contudo, é menos popular. Ao menos 65% dos americanos se opõem à permissão concedida a agências de inteligência dos Estados Unidos para monitorar comunicações eletrônicas de cidadãos comuns sem mandado judicial. Promulgada em 2008, uma lei que permitia essa prática expirou há dois meses, embora a Casa Branca de Trump tenha solicitado que o Congresso estenda a medida.

A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online, ouviu 1. 167 americanos em todo o país entre 28 e 31 de agosto, com margens de erro entre 3 e 6 pontos percentuais.

Fonte: DA REPORTAGEM

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