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Adaptação de autopropelidos impulsiona produtividade

09 de Dezembro de 2025 as 11h 30min

Conversão de pulverizadores em distribuidores ganha força no campo – Foto: Assessoria

Transformar pulverizadores autopropelidos em distribuidores de fertilizantes e corretivos deixou de ser uma alternativa experimental para se tornar uma estratégia sólida dentro das fazendas brasileiras, e poucas empresas seguem com tanta consistência quanto a Piccin Equipamentos, de São Carlos.

A fabricante, que há anos investe em projetos de adaptação de máquinas, afirma que a conversão pode reduzir em até 80% o custo em comparação à compra de um distribuidor novo. Mais que economia, trata-se de uma mudança de mentalidade: aproveitar o que já existe, ampliar a capacidade operacional e adotar práticas sustentáveis.

Segundo o engenheiro agrônomo e head de marketing da Piccin, Marco Gobesso, o processo se baseia em uma lógica simples e eficiente: “A adaptação utiliza aproximadamente 70% da estrutura já existente, como chassi, cabine e motor, dando nova função a um equipamento que o agricultor já possui”. Em um setor em que o maquinário pesa no orçamento e a renovação da frota costuma exigir altos investimentos, essa equação chama a atenção de produtores de todos os portes.

Além do impacto financeiro, há ganhos ambientais e agronômicos. Ao reaproveitar máquinas em vez de descartá-las ou desvalorizá-las na troca por novos modelos, o produtor pratica o que especialistas chamam de economia circular. O resultado é uma operação mais eficiente e com menor desperdício.

A lógica também se estende ao manejo da lavoura: como a máquina convertida mantém o mesmo rastro já utilizado como pulverizador, o amassamento de plantas diminui, o que pode refletir diretamente na produtividade. Para Gobesso, somando fatores como preservação da estrutura do solo, redução do desperdício e capacidade de aplicação em estágios mais avançados da cultura, o retorno do investimento ocorre entre uma e três safras.

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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