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Agricultores reclamam da qualidade da semente de soja entregue nesta safra
11 de Dezembro de 2024 as 06h 04min
Cenário observado já causa estimativas de perdas na produtividade final da lavoura – Foto: Divulgação
Agricultores em Mato Grosso temem perdas na safra de soja em decorrência ao baixo vigor da semente. Em Nova Mutum, além de prejuízos com o replantio em algumas áreas, tem propriedade estimando perdas de até 15 sacas por hectare.
Na propriedade do produtor Alexandre André Rockenbach o desenvolvimento da lavoura é acompanhado de perto. Segundo ele, nesta temporada foram semeados 600 hectares com a oleaginosa, contudo 60% da área enfrenta dificuldades no desenvolvimento por problemas na qualidade da semente adquirida para o ciclo.
“59%, 66%, 70% de vigor. E a germinação também veio abaixo do que era para vir. O certo era nem ter plantado, mas como não tinha saído o laudo ainda. O estande normalmente era para ficar com 13, 14. Ficou com 5, 7, 8. A metade”, conta Alexandre.
O cenário observado, inclusive, já causa estimativas de perdas na produtividade final da lavoura. “Eu estou chutando umas 15 sacas de diferença, a menos, pelo estande da planta. Veio o pessoal de uma empresa, veio da outra também. Eu não quero bonificação de sementes. Eu quero a diferença em grãos. Porque todo ano é essa lenga, lenga. A bonificação da safra 2024/25 vai pagar em 2026, as contas vencem em 2025. Eu quero a diferença em grãos”, frisa.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, não é apenas uma região localizada que sofre com o baixo vigor da semente de soja nesta temporada. “Várias regiões estão sofrendo com isso. Tem áreas que teve replantio. Tomamos umas chuvas pesadas em cima e a semente com baixo vigor não emergiu. Muitas empresas não têm nem a semente para repor aquela com baixa qualidade”.
Cledson Guimarães Dias Ferreira é consultor agronômico na região médio-norte do estado. Ele comenta ao Canal Rural que identificou o problema de baixo vigor da semente de soja em 14 propriedades que ele atende.
“Lá na hora de colher o produtor tem um decréscimo da produção, porque aquela planta que está ali, que recebeu adubo, que recebeu defensivo, a capacidade dela de entregar grão é menor do que as outras com um vigor melhor”.
Também consultor agronômico, Naildo Lopes pontua que “e quando ele tem 30%, 40% de estande, é um produtor que sabe que já vai ter prejuízo. Como ele precisa fazer o milho safrinha, ele acaba deixando o material com o estande baixo, porque ele tem o milho safrinha para fazer e às vezes não consegue outro material que vá chegar a tempo”.
Fonte: DA REPORTAGEM - Canal Rural
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