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Terça Feira, 29 de Setembro de 2026

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Alerta: catarata pode causar perda progressiva da visão

28 de Setembro de 2026 as 04h 08min

Visão embaçada pode indicar catarata – Foto: Divulgação

A visão embaçada que aparece aos poucos pode parecer apenas uma consequência natural da idade, mas também pode indicar catarata. A doença ocorre quando o cristalino, estrutura natural do olho responsável por ajudar na focalização das imagens, perde a transparência e passa a dificultar a entrada de luz até a retina.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a catarata está relacionada a cerca de 51% dos casos de cegueira no mundo. Apesar do impacto que pode causar, a condição tem tratamento e a cirurgia pode recuperar a visão comprometida pela opacificação do cristalino.

O oftalmologista Dr. Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), explica que a evolução da catarata costuma ser gradual, o que pode fazer com que o paciente demore a perceber que a qualidade da visão está piorando.

“A catarata normalmente não provoca uma perda visual de uma hora para outra. O paciente vai percebendo a visão mais embaçada, dificuldade para enxergar à noite, maior sensibilidade à luz ou até uma mudança frequente no grau dos óculos. Por isso, é comum que ele se adapte àquela visão e demore a procurar atendimento”, explica.

Entre os sinais mais frequentes estão visão nublada, dificuldade para enxergar em ambientes com pouca iluminação, sensibilidade à luz e halos ao redor de lâmpadas e faróis. A percepção das cores também pode ficar diferente, com imagens menos vivas ou mais amareladas.

O diagnóstico é feito durante a avaliação oftalmológica, que permite observar o cristalino e verificar o impacto da opacificação sobre a visão. O acompanhamento também ajuda a identificar outras doenças oculares que podem apresentar sintomas semelhantes.

Segundo Sardinha, a cirurgia é indicada quando a catarata passa a interferir nas atividades do cotidiano. “Não existe uma necessidade de esperar a catarata chegar a um estágio muito avançado para operar. O principal critério é o impacto que aquela perda visual está causando na vida do paciente. Se ele tem dificuldade para ler, dirigir, trabalhar ou realizar tarefas que antes fazia normalmente, já é importante discutir a possibilidade da cirurgia”, ressalta.

O procedimento consiste na remoção do cristalino que perdeu a transparência e na implantação de uma lente intraocular, que passa a exercer a função óptica do cristalino natural. A cirurgia é realizada por meio de uma pequena incisão e, na maioria dos casos, utiliza anestesia local.

“Durante a cirurgia, o cristalino opacificado é fragmentado e aspirado, e, em seguida, implantamos uma lente intraocular transparente. Essa lente permanece dentro do olho e permite que a luz volte a chegar de maneira adequada à retina. É uma cirurgia bastante delicada, mas realizada com técnicas precisas e que, em geral, apresenta recuperação visual rápida”, afirma o médico.

A escolha da lente intraocular é individualizada. Existem diferentes modelos e características ópticas, e a indicação depende da anatomia do olho, das condições de saúde ocular e das necessidades de cada paciente.

“Antes do procedimento, fazemos uma série de medidas para calcular a lente que será implantada. O objetivo é escolher a opção que melhor se adapta ao olho e às necessidades visuais do paciente, sempre considerando o que é clinicamente indicado”, explica Sardinha.

Após a cirurgia, o paciente precisa seguir os cuidados orientados pelo oftalmologista, especialmente em relação ao uso das medicações e ao acompanhamento durante a recuperação. A evolução visual varia de acordo com cada caso e também depende das condições da retina, do nervo óptico e de outras estruturas do olho.

Embora seja mais comum com o avanço da idade, a catarata não deve ser encarada como uma alteração que precisa necessariamente fazer parte do envelhecimento. Ao perceber mudanças progressivas na visão, a recomendação é procurar avaliação oftalmológica para identificar a causa e verificar o tratamento mais adequado.

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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