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Sábado, 13 de Junho de 2026

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Ancelotti repete time, observa variações e trabalha bola parada

13 de Junho de 2026 as 04h 13min

Atividade prioriza bolas aéreas ofensivas e defensivas – Foto: Divulgação

Ajuste fino nas boladas paradas, observações de variação e manutenção da estrutura com os mais experientes. Carlo Ancelotti comandou nesta sexta (12) o último treino da Seleção visando a estreia na Copa do Mundo, diante de Marrocos, e repetiu a escalação com Danilo e Alex Sandro nas laterais, Cunha e Paquetá na frente com alternâncias.

Após a parte aberta para a imprensa, o Brasil fez trabalhos específicos de bola para ofensiva e defensiva. Como o elenco tem jogadores a mais do que o necessário para um 11 x 11, Carleto aproveitou para revezar Douglas Santos com Alex Sandro na esquerda, Igor Thiago com Cunha no comando de ataque.

As sinalizações, no entanto, seguem no sentido do Brasil começar a Copa com a seguinte escalação: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Matheus Cunha, Vini Júnior e Raphinha.

A comissão técnica ficou satisfeita com a ocupação de espaços no meio de campo e a sincronia entre Paquetá e Bruno nas ações com a bola diante do Egito. Com a ausência de Wesley, Raphinha segue com mobilidade, mas com presença maior no corredor direito nas dinâmicas de ataque.

Sem a bola, o Brasil segue no 4-4-2 informado pelo próprio Ancelotti. Neste cenário, porém, é Matheus Cunha quem recompõe pela esquerda, com Paquetá pela direita, dando maior liberdade para Vini e Raphinha.

Brasil e Marrocos se enfrentam neste sábado, às 18h, pela abertura do Grupo C, no estádio Nova York e Nova Jersey. Haiti e Escócia completam a chave e se enfrentam também hoje, às 20h, em Boston.

ALISSON COBRA A DEFESA

Alisson foi o escolhido para a entrevista coletiva desta quinta-feira, a dois dias da estreia do Brasil, e a instabilidade defensiva foi abordada. O time de Carlo Ancelotti sofreu gols em todos os quatro amistosos realizados pela Seleção em 2026. Foram três gols sofridos nos dois últimos testes antes da Copa do Mundo.

“A gente não quer isso. Eu, como goleiro, sou o primeiro que sai da partida insatisfeito com o fato de ter sofrido gols. Acho que uma equipe vencedora tem que odiar tomar gol, o adversário tem que trabalhar muito forte para fazer gol”.

“A gente está tentando criar essa mentalidade aqui. Os amistosos tiveram um caráter de preparação, de testes, que foram escolhidos pelo mister. Acho que dos três gols que sofremos dois eram completamente evitáveis. E a gente conversou sobre o que tinha que ter sido feito diferente, até mesmo no gol de falta”.

O camisa 1, porém, disse que foi positivo apresentar esses problemas exatamente em partidas anteriores à Copa do Mundo para evitar a repetição dos erros durante a campanha na competição.

“Buscamos olhar também pelo lado positivo que aconteceu nos amistosos para não acontecer na Copa do Mundo. Nos dá oportunidade de corrigir aquilo que tem ser corrigido. Às vezes se a bola desvia e não entra por algum fato não tem tanta atenção em cima disso, mas quando nos custa um gol temos que estar muito ligados nisso. Esse aspecto defensivo é extremamente importante na Copa do Mundo, uma competição de tiro curto. Nós queremos ter uma defesa sólida, uma equipe que defende junto, totalmente focado em não sofrer gols. Depois a gente sabe que vai criar chances e ter oportunidades. Nos deixou desconfortáveis nos amistosos, mas são coisas que ajustamos agora para a Copa”.

Alisson vai se tornar o goleiro brasileiro com mais participações em Copas do Mundo, chegando à terceira da carreira como titular. Os goleiros Emerson Leão e Castilho foram a quatro Mundiais, mas não em todos como titular. O atleta do Liverpool não escondeu o orgulho por se colocar ao lado de Taffarel, ídolo de infância dele, e Gylmar dos Santos Neves, bicampeão mundial com a Seleção, em 1958 e 1962.

“Se for dizer uma palavra para definir o sentimento é honra. Poder estar junto com esses gigantes da história da seleção brasileira é um privilégio. É muito bom poder disputar mais uma Copa do Mundo. Quando eu assistia como criança, sonhava em estar aqui, mas era uma realidade muito distante. Hoje, quando paro para pensar, é um privilégio e uma bênção disputar uma Copa do Mundo com a camisa da maior seleção. Me sinto muito honrado”.

O goleiro, de 33 anos, também falou de oscilações do Brasil durante o último ciclo que antecedeu a disputa da Copa do Mundo de 2026 e foi convidado a comparar com as preparações anteriores às edições de 2018 e 2022.

Fonte: DA REPORTAGEM

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