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Após duas vitórias, Carlo Ancelotti pode repetir escalação pela 1ª vez
27 de Junho de 2026 as 08h 11min
Brasil venceu e chega confiante à segunda fase – Foto: Divulgação
Após duas vitórias – a última delas mais convincente – por 3 a 0 sobre Haiti e Escócia, o Brasil garantiu a primeira colocação do Grupo C e viu o Japão ficar na segunda posição do Grupo F, se tornando o adversário da próxima segunda-feira (29), às 13h, em Houston, pela segunda fase (ou 16 avos).
Pela primeira vez desde que assumiu a seleção há mais de um ano, Carlo Ancelotti deve repetir a escalação. O treinador está satisfeito com o posicionamento e a postura da equipe que venceu a Escócia.
Com isso, se nada atrapalhar até lá, o Brasil deve ir a campo com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr.
A Seleção de Ancelotti conduziu o jogo a sua maneira e convenceu um torcedor que estava ansioso para ter motivos reais para acreditar no hexa. Em Miami, o Brasil baixou as linhas quando necessário para atacar a profundidade e teve encaixe na marcação alta quando os escoceses não sabiam o que fazer com a bola.
Era como se dissesse: ‘se vocês vierem aqui, eu vou decidir nos contra-ataques. Se vocês ficarem com a bola aí, eu vou pressionar na parte mais perigosa do campo’. E foi assim que a Seleção fez o placar logo no primeiro tempo.
Substituto de Raphinha, Rayan se mostrou incansável com e sem a bola. Recompôs, auxiliou Danilo no corredor direito e não deu sossego aos defensores da Escócia. Foi assim que forçou erro de Robertson para Vini abrir o placar logo aos seis minutos.
Com a situação resolvida tanto no jogo quanto no grupo, Ancelotti descansou peças e deu ritmo aos reservas a partir da metade final do segundo tempo. Fabinho, Martinelli, Alex Sandro e Endrick tiveram minutos. Alisson fez boas defesas em finalizações após cruzamentos.
O ponto alto, porém, foi a volta de Neymar após quase três anos. O camisa 10 teve pouco mais de 15 minutos em campo, e participou bem de jogadas ofensivas. Mas ainda falta (muito) ritmo de jogo ao astro. O Brasil venceu, convenceu, e chegou para valer na Copa do Mundo.
ATENÇÃO AO JAPÃO
Com um time organizado, veloz e confiante, o Japão será o rival do Brasil na segunda fase da Copa do Mundo e tentará dar um passo que nunca conseguiu em Mundiais: se classificar em um mata-mata. Os japoneses passaram da fase de grupos quatro vezes, mas quatro vezes foram eliminados nas oitavas de final – que era o primeiro mata-mata até a Copa do Catar, em 2022.
Para isso, o técnico Hajime Moriyasu – há oito anos no cargo – conta com uma equipe bem montada, de ataque rápido e meio de campo forte, que avançou sem derrotas – empate em 2 a 2 com a Holanda na estreia, goleada de 4 a 0 sobre a Tunísia e o 1 a 1 com a Suécia, nesta quinta-feira.
Contra os suecos, o Japão iniciou a partida com três jogadores no ataque: Ritsu Doan, Daizen Maeda e Ueda, o mais avançado. São atletas de bom controle de bola, velozes. Ueda marcou um dos gols da vitória do Japão sobre o Brasil em amistoso em Tóquio no ano passado.
O gol do Japão contra a Suécia surge de uma bela triangulação do trio em que Maeda termina na cara do goleiro rival. A defesa se portou bem contra o ataque sueco, formado pelas estrelas Alexander Isak e Viktor Gyokeres. O goleiro Zion Suzuki, porém, inspira menos confiança.
O gol de Elanga, um chute de longe, poderia ter sido defendido. Ele depois se recuperou ao defender uma finalização de Isak, e, ainda mais importante, ao evitar a virada numa cabeçada do mesmo jogador, à queima-roupa, já nos acréscimos do segundo tempo. No fim, entretanto, quando o treinador já tinha feito uma série de substituições, o Japão teve dificuldade em conter a pressão da Suécia, mas conseguiu segurar o empate.
É a quinta vez que o Japão avança para as fases eliminatórias de uma Copa. Há quatro anos, com Moriyasu no banco, surpreendeu ao liderar a chave com vitórias sobre a Alemanha e a Espanha. Caiu nas oitavas, nos pênaltis, para a Croácia, que depois eliminaria o Brasil.
Em 2018, na Rússia, chegou a abrir 2 a 0 sobre a Bélgica, mas não resistiu e tomou a virada no fim da partida – e os belgas, depois, eliminariam o Brasil nas quartas.
É um time que poderia ser ainda mais forte nos EUA. Moriyasu perdeu dois jogadores importantes pouco antes da Copa. Endo, capitão do time de 33 anos, foi cortado às vésperas da estreia contra a Holanda por lesão – ele depois anunciou aposentadoria da equipe nacional. Semanas antes, o Japão também perdeu Kaoru Mitoma, meia do Brighton, da Inglaterra, e considerado um dos melhores jogadores do país.
Há a expectativa, por outro lado, de poder ter o meia Takefusa Kubo contra o Brasil. Ele sofreu uma lesão no joelho contra a Holanda e ficou fora dos dois jogos seguintes. Nesta semana, correu em campo durante os treinos.
Fonte: DA REPORTAGEM
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