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Assembleia debate crise e futuro do Samu no estado
29 de Abril de 2026 as 04h 32min
Comissão discutiu manter serviço - Foto: Marcos Vergueiro
A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta terça (28), uma reunião com representantes do Ministério da Saúde para discutir alternativas que garantam a continuidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em Cuiabá, Várzea Grande e região.
O encontro ocorreu após o avanço de preocupações sobre o possível encerramento das atividades do Samu no estado, cenário que mobilizou parlamentares e autoridades da área da saúde.
Durante a agenda, o diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência, Fernando Figueira, participou das tratativas com a Secretaria de Estado de Saúde, buscando alinhar medidas para assegurar o funcionamento adequado do serviço.
Nos dias anteriores, uma equipe técnica do Ministério da Saúde já havia realizado visitas às bases do Samu para avaliar as condições operacionais e levantar dados sobre a estrutura disponível.
O deputado estadual Lúdio Cabral destacou que a recomposição das equipes é fundamental para restabelecer a qualidade do atendimento à população. “É preciso recontratar os 56 profissionais de saúde demitidos, fortalecer o Samu e estabelecer uma cooperação de verdade com o Corpo de Bombeiros”, afirmou.
Segundo o parlamentar, a ausência desses profissionais compromete diretamente a eficiência do atendimento pré-hospitalar no estado. “O trabalho está desfalcado com a falta de equipes qualificadas em campo. Os bombeiros podem atuar de forma complementar, mas não substituir o Samu”, pontuou.
Lúdio Cabral também reforçou que o serviço integra a política nacional de saúde e conta com financiamento federal significativo. “O governo federal custeia metade do serviço e recentemente enviou novas ambulâncias para a região. Abrir mão disso é prejudicar a população”, disse.
O deputado alertou ainda que a desestruturação do serviço pode impactar diretamente o atendimento de urgência e emergência. “A população fica desassistida quando uma política pública dessa dimensão é enfraquecida”, completou.
O tema já havia sido debatido em audiência anterior na Assembleia Legislativa, quando parlamentares questionaram a condução da política estadual para o setor. Na ocasião, deputados como Dr. João, Dr. Eugênio e Paulo Araújo criticaram a possibilidade de transferência da responsabilidade do atendimento para o Corpo de Bombeiros.
Os parlamentares defenderam que o Samu permaneça como eixo central da política de urgência e emergência no estado.
Fonte: DA REPORTAGEM
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