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Assembleia e Ministério Público ampliam articulação contra violência à mulher
04 de Novembro de 2026 as 06h 14min
Plataforma permite registrar agressões e pedir orientação - Foto: Assessoria
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) lançou novos canais digitais para receber denúncias de violência contra mulheres e oferecer orientação às vítimas.
A iniciativa foi apresentada com a participação da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que mantém parceria com o órgão.
Representando a Assembleia, a assessora jurídica Mariana Pereira destacou que as ferramentas podem facilitar o acesso das mulheres à rede de proteção, especialmente nos casos em que a vítima encontra dificuldades para buscar ajuda.
“As ferramentas ampliam o acesso das mulheres à ajuda e ao acolhimento, para que encontrem o caminho para sair do ciclo de violência”, afirmou.
Além dos relatos, o sistema permite anexar fotografias, documentos e boletins de ocorrência. As vítimas e testemunhas também podem informar circunstâncias que indiquem maior risco à integridade da mulher e consultar os serviços de atendimento disponíveis nos municípios mato-grossenses.
A plataforma está disponível na página da Ouvidoria da Mulher, no portal do Ministério Público, e também pelo aplicativo MPMT Cidadão. Segundo o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, o sistema permite formalizar denúncias, solicitar orientações e acompanhar as manifestações de maneira segura. “Nós precisamos integrar o Ministério Público, a Polícia Civil e a Polícia Militar para que a informação sobre a violência chegue rápido e a gente dê o primeiro atendimento o mais rápido possível”, declarou.
A procuradora de Justiça Silvana Corrêa Vianna, ouvidora da Mulher do MPMT, chamou a atenção para o caráter progressivo da violência doméstica e a importância de interromper esse processo antes que resulte em morte.
“Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o homicídio não ocorre de um dia para o outro. Ele vem numa escalada de violência. Então, muitas vezes, se você consegue interromper essa escalada, você salva a vida de uma mulher”, afirmou.
Fonte: DA REPORTAGEM
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