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Bancada de Mato Grosso aposta na reeleição e trava renovação
08 de Janeiro de 2026 as 04h 57min
Câmara pode espelhar mais continuidade do que mudança – Foto: Divulgação
A eleição de 2026 tende a repetir, em grande medida, a atual composição da bancada federal de Mato Grosso, caso se confirmem os planos já anunciados pelos parlamentares. Dos oito deputados que hoje representam o Estado na Câmara, sete articulam a reeleição, movimento que reduz significativamente o espaço para a entrada de novos nomes.
A exceção é o deputado José Medeiros (PL), que optou por não disputar a continuidade no cargo e se posiciona como pré-candidato ao Senado.
A estratégia majoritária sinaliza uma aposta clara na manutenção de capital político acumulado em Brasília ao longo da atual legislatura. Com 87,5% da bancada buscando permanecer no posto, os parlamentares demonstram confiança na avaliação do eleitorado sobre o trabalho desempenhado nos últimos quatro anos.
O cenário, no entanto, contrasta com a instabilidade que marcou a composição da bancada ao longo do mandato. Mudanças provocadas por falecimentos, licenças e eleições municipais alteraram de forma relevante o desenho original definido nas urnas em 2022. Uma das transformações mais sensíveis ocorreu com a morte da deputada Amália Barros (PL), em maio de 2024.
A vaga passou a ser ocupada definitivamente por Nelson Barbudo (PL), que agora tenta consolidar o retorno à Câmara por meio do voto. Outro rearranjo veio da eleição municipal de Cuiabá, que levou Abilio Brunini (PL) à prefeitura da capital.
Com a saída do parlamentar, Rodrigo da Zaeli (PL) assumiu a cadeira e passou a integrar o grupo que busca a reeleição.
No União Brasil, o rodízio também marcou a legislatura. Fábio Garcia licenciou-se para assumir funções no primeiro escalão do governo estadual, abrindo espaço para Gisela Simona. A deputada ganhou projeção no mandato e entra no pleito como candidata à permanência definitiva.
O fechamento do espaço para renovação é evidente. Com sete nomes já consolidados na disputa, restam poucas brechas para estreantes, a depender do desempenho partidário.
O cenário contrasta com a eleição de 2022, quando a renovação atingiu 62,5% da bancada. Naquele pleito, apenas José Medeiros, Emanuelzinho e Juarez Costa conseguiram se reeleger. Agora, o movimento é inverso: a Câmara pode espelhar mais continuidade do que mudança.
Fonte: DA REPORTAGEM
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