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Brasil é líder em impostos, mas “lanterna” no retorno

22 de Junho de 2025 as 09h 14min

País tem pior desempenho entre 30 maiores arrecadadores - Foto: APROSOJA

Mesmo com alta arrecadação, o Brasil segue entre os países que menos convertem tributos em bem-estar social. É o que revela a 14ª edição do Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade (IRBES), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

O estudo avaliou as 30 nações com maior carga tributária e, mais uma vez, o Brasil ocupa o último lugar. O ranking leva em conta quanto cada país arrecada e o quanto essa arrecadação se transforma em qualidade de vida para a população.

Mesmo países vizinhos, com estruturas econômicas menores, superam o Brasil em desempenho. A Argentina aparece na 11ª posição e o Uruguai na 14ª. O Chile, apesar de não integrar a lista por ter carga tributária inferior, apresenta indicadores mais positivos.

Segundo o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, é “alarmante ver países menores superando o Brasil na aplicação dos tributos”. Para ele, a disparidade reforça um cenário de frustração fiscal e baixa eficiência na gestão dos recursos públicos.

A pesquisa considera critérios como saúde, educação, infraestrutura, segurança e desenvolvimento humano. Na outra ponta da lista, entre os piores colocados ao lado do Brasil, estão Itália (29º), Áustria (28º), Luxemburgo (27º) e Bélgica (26º).

O estudo evidencia que uma alta carga tributária, por si só, não garante qualidade de vida. Países como Suécia, Noruega e Finlândia lideram o índice justamente pela capacidade de transformar impostos em serviços públicos eficientes.

No caso brasileiro, o problema não está apenas no volume arrecadado, mas na forma como os recursos são distribuídos e aplicados. O relatório aponta falta de transparência, desperdício e ineficiência como entraves para o retorno social dos tributos.

Enquanto isso, o cidadão segue como principal financiador do Estado, mas com pouco retorno em serviços básicos. A sensação de que se paga muito para receber pouco reforça o descrédito com a máquina pública e a desconfiança com os rumos do país.

Fonte: DA REPORTAGEM - Agência Brasil

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