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Brasil goleia Tunísia no último amistoso antes da Copa do Mundo
27 de Setembro de 2022 as 17h 07min
Neymar e Raphinha comemoram gol em amistoso – Foto: Divulgação
Com autoridade, a seleção brasileira goleou a Tunísia por 5 a 1 nesta terça-feira (27), em seu último amistoso antes da Copa do Mundo do Catar. No Parque dos Príncipes, em Paris, foram quatro gols marcados no primeiro tempo: por Raphinha, aos 10 e 39 minutos, Richarlison, aos 18, e Neymar, aos 28, em cobrança de pênalti. Na etapa complementar, o flamenguista Pedro marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira aos 28, e cravou espaço na briga por uma vaga na Copa.
A Tunísia foi escolhida como um dos testes nesta reta final de preparação para o Mundial porque vinha de sete jogos de invencibilidade, com cinco vitórias e dois empates, e nenhum gol sofrido nessa sequência. Em campo, não foi páreo para o Brasil mesmo com a escolha de Tite por uma formação mais cautelosa de saída, com Fred titular em vez de Vini Jr.
O próximo compromisso da seleção brasileira está marcado para o dia 7 de novembro. Mas não tem bola rolando: é a convocação final dos 26 jogadores para a Copa do Mundo. A estreia está marcada para o dia 24, às 15h, contra a Sérvia. Já a Tunísia está no Grupo D do Mundial e começa sua trajetória enfrentando a Dinamarca dois dias antes.
Raphinha parece que joga há anos na seleção brasileira e não quer dar espaço para qualquer variação que não tenha seu nome entre os titulares. Mais um jogo consistente do dono da ponta-direita do Brasil. Nos números frios, dois belos gols e uma assistência para Richarlison. O repertório dele envolve drible, posicionamento e finalização. No jogo passado, o pé canhoto já tinha cobrado um escanteio de forma preciosa para o gol de Marquinhos. Hoje, o tapa no canto tocou a trave antes do quarto gol, ressaltando a qualidade dele nesse fundamento.
ATUAÇÃO CONSISTENTE
Tite optou por usar contra a Tunísia uma formação que, no papel, seria mais conservadora do que aquela usada diante de Gana. Mas o posicionamento foi quase similar: cinco jogadores ocupando o setor ofensivo, construção com um trio na linha de zaga e um lateral se juntando a Casemiro para completar o desenho do 3-2-5 (quando o Brasil tinha a posse). Vini Jr. começou no banco porque o homem mais aberto pela esquerda era Paquetá. Fred não foi volante, mas, sim, um articulador avançado pela direita.
Tatiquês à parte, a seleção mais uma vez teve uma atuação muito consistente. Conseguiu sair em vantagem relativamente cedo no jogo, achando uma bola longa que é um "luxo" para quem tem jogadores de defesa com tanta qualidade. A assistência de Casemiro no primeiro gol foi uma situação vivida em jogos passados por Thiago Silva e Marquinhos.
Raphinha estava inspirado, Richarlison mais uma vez estava com apetite e Neymar estava chamando a responsabilidade - de início, caiu na provocação de alguns tunisianos, mas passou a fugir de confusão e virou alvo da agressividade adversária. Os companheiros passaram a "comprar a briga" de Neymar quando necessário.
No segundo tempo, com o placar de 4 a 1 construído e a Tunísia com um jogador expulso, Tite ainda deu chance a Pedro. O atacante do Flamengo aproveitou e mostrou estrela, sendo autor do quinto gol. Um grande contraste em relação a Matheus Cunha, que tem oito jogos pela seleção e nenhum gol.
A seleção brasileira jogou como visitante. Se em Le Havre, contra Gana, os franceses se comportavam com uma plateia de teatro, no Parque dos Príncipes o clima foi de guerra. A comunidade tunisiana, quarta maior entre imigrantes na França, compareceu em peso.
Fonte: DA REPORTAGEM
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