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Câmara de Sinop formaliza criação da CPI do Cemitério e nomeia sete integrantes
03 de Julho de 2026 as 04h 37min
Apuração de possíveis irregularidades no Cemitério – Foto: Letícia Rocha
A Câmara de Sinop instituiu formalmente, durante a 21ª sessão ordinária, realizada nesta semana, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá apurar possíveis irregularidades relacionadas à comercialização de terrenos, jazigos e sepulturas pertencentes ao Cemitério Municipal.
A comissão foi criada após a aprovação do Requerimento 69/2026, de autoria do vereador Enio da Brígida, na sessão anterior.
A Portaria 156/2026, lida durante a sessão, nomeou os vereadores Elbio Volkweis, Enio da Brígida, Gilsimar Silva, Rodrigo Gargantini, Sandra Donato, Toninho Bernardes e Zezinho Construtor para compor a CPI. O presidente e o relator da comissão serão escolhidos pelos próprios membros.
A CPI terá prazo inicial de 180 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogada por mais 120 dias, mediante deliberação do plenário. A Secretaria Legislativa e a Procuradoria Jurídica da Câmara prestarão assessoramento aos integrantes da comissão.
Conforme a portaria, a investigação vai apurar possíveis irregularidades na comercialização de terrenos, jazigos e sepulturas do Cemitério Municipal, incluindo a eventual participação de agentes públicos e particulares, a regularidade dos procedimentos administrativos adotados pelo município, a existência de pagamentos relacionados aos fatos investigados, inclusive por PIX ou outras modalidades, e possíveis falhas nos mecanismos de controle e fiscalização.
O pedido de abertura da CPI foi motivado por denúncias recebidas pelo gabinete do vereador Enio da Brígida. Segundo o parlamentar, os relatos apontam para pagamentos realizados diretamente a terceiros para aquisição de terrenos no cemitério, com valores que variam de R$ 2 mil a R$ 20 mil.
Na sessão em que o requerimento foi aprovado, Enio afirmou que os primeiros relatos sobre o caso foram encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Civil em março do ano passado. À época, segundo ele, foram apresentados comprovantes de transferências via PIX e documentos que teriam sido usados para dar aparência de legalidade às negociações.
Ao final dos trabalhos, a CPI deverá elaborar um relatório com as conclusões da investigação, podendo apontar eventuais responsabilidades e encaminhamentos aos órgãos competentes.
Fonte: DA REPORTAGEM
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