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Segunda Feira, 30 de Março de 2026

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“Chapa da morte” trava o União Brasil e acende alerta eleitoral

27 de Janeiro de 2026 as 06h 44min

Deputado defende chapa própria ao governo para sobreviver – Foto: Reprodução

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que a federação entre UB e Progressistas enfrenta dificuldades para montar uma chapa competitiva de candidatos à Assembleia Legislativa. Segundo ele, a presença de quatro deputados com alta votação desestimula novas candidaturas. Júlio defende candidatura própria ao governo como estratégia de sobrevivência. 

O alerta feito por Júlio Campos vai além de uma dificuldade pontual de articulação eleitoral. Ele escancara um problema estrutural que partidos consolidados enfrentam em sistemas proporcionais altamente competitivos: quando a força interna se concentra em poucos nomes, a legenda passa a afastar, e não atrair, novos quadros. A chamada “chapa da morte” — expressão usada pelo próprio deputado — sintetiza esse paradoxo político.

Na prática, o União Brasil abriga quatro parlamentares com histórico de votação robusta, Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende, Eduardo Botelho e ele próprio, na casa dos 35 mil a 40 mil votos. Em vez de funcionarem como puxadores naturais de votos, esses nomes acabam criando uma barreira psicológica e matemática para potenciais candidatos, que passam a enxergar a disputa como um jogo perdido antes mesmo de começar. O raciocínio é simples: por que investir tempo, recursos e capital político em uma chapa onde o espaço já parece ocupado?

O problema se agrava com a lógica da federação com o Progressistas. Das 25 vagas possíveis, apenas dez ficariam com o PP, enquanto o União teria de preencher 15 nomes competitivos — algo que, segundo Júlio, hoje não encontra respaldo na realidade política do partido. A equação fica ainda mais delicada após a saída do deputado Paulo Araújo, que não apenas deixou a federação, como levou consigo a maior parte das lideranças e articulações que sustentavam o PP no Estado para o PRD de Mauro Carvalho.

Esse esvaziamento não é apenas numérico, mas estratégico. Menos lideranças significam menos capilaridade municipal, menos palanques locais e menor capacidade de atrair candidatos viáveis. A tentativa do União Brasil de oferecer apoio futuro a prefeitos, vices e vereadores revela o grau de dificuldade: o partido negocia hoje promessas de amanhã para tentar fechar a conta de agora.

Nesse contexto, a defesa de uma candidatura própria ao Governo do Estado surge menos como ambição e mais como mecanismo de sobrevivência. Júlio avalia que, sem cabeça de chapa, o partido corre o risco de ser engolido por legendas alinhadas ao eventual governador. Em um cenário de apoio a Otaviano Pivetta, por exemplo, a tendência seria o fortalecimento do Republicanos, partido que concentraria a atração de lideranças interessadas em proximidade com o poder.

O discurso de Júlio Campos expõe, portanto, uma preocupação central: sem estratégia própria e sem renovação interna, o União Brasil pode até manter nomes fortes, mas corre o risco de reduzir sua relevância institucional. Em política proporcional, força concentrada demais pode ser tão perigosa quanto fraqueza.

Fonte: DA REPORTAGEM

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