Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Quarta Feira, 05 de Agosto de 2026

Noticias

CITADO POR DELATOR: Geller é alvo de investigação por compra de votos em 2014

Deputado era ministro de Dilma e estaria envolvido em esquema para eleger Eduardo Cunha

10 de Dezembro de 2019 as 06h 30min

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

 

CLEMERSON SM / clemersonsm@msn.com

De acordo com informações publicadas pela coluna Radar Online da revista Veja, no dia de ontem (9), o deputado federal mato-grossense, Neri Geller (Progressistas), deve passar a ser alvo de um inquérito que visa apurar uma possível compra de votos entre 2014 e 2015 para a escolha da presidência da Câmara dos Deputados em Brasília. Na época o beneficiário era o deputado federal pelo Rio de Janeiro, Eduardo Cunha (MDB).

O inquérito está sendo aberto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin e foi um pedido da Procuradoria-geral da República (PGR) que teve como base a delação premiada de alto escalão da JBS.

O ponto de partida da investigação se dá no período em que Geller era ministro da Agricultura do governo Dilma. Na ocasião ele baniu do mercado o uso do “avermectinas”, um agrotóxico poderoso barrado em outros países. A decisão teria impulsionado as exportações da J&F aos EUA.

Com a decisão de Geller, de acordo com Veja, levou ao pagamento de R$ 30 milhões em propina pela J&F a deputados federais.

Este dinheiro seria usado para ajudar no convencimento dos parlamentares a ficarem do lado de Cunha na eleição da Câmara  "para fazer contraponto a então presidente Dilma Roussef", segundo o delator.

Há algumas semanas, Geller foi manchete nos principais veículos de imprensa nacionais por ser sido citado em conversas que se tratavam do esquema de propina entre JBS e o PT no ano de 2014.

Interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça indicam pagamento de R$ 6,5 milhões da empresa de Joesley Batista para o PT. As supostas transações financeiras são investigadas pela Polícia Federal. As interceptações datam de 21 de novembro de 2014, quase um mês depois do segundo turno da eleição.

A conversa que cita Neri Geller acontece entre Edinho da Silva, na época coordenador financeiro da campanha de Dilma e hoje prefeito de Araraquara (SP), e Ricardo Saudi, executivo da J&F, controladora da JBS.

Outro deputado mato-grossense, Carlos Bezerra (MDB), também será alvo da investigação.

Eduardo Cunha está preso desde abril de 2016 por acusações de corrupção.

 

OUTRO LADO

A assessoria de imprensa do parlamentar divulgou nota negando a acusação. “O líder da bancada, deputado federal Neri Geller, esclarece que nunca manteve qualquer tipo de vínculo ou proximidade com Eduardo Cunha e reitera que sua indicação ao Ministério da Agricultura se deu pela Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), pelo seu perfil técnico, na condição de produtor e empresário, ou seja, sem nenhum vínculo direto com partidos. A assessoria jurídica do parlamentar tomará as medidas cabíveis”, diz a nota.

Veja Mais

Policial é morto a tiros durante aula de jiu-jitsu em Várzea Grande

Publicado em 05 de Agosto de 2026 ás 16h 05min


Fila atinge menor nível em 21 meses, mas demora ainda afeta milhões de segurados

Publicado em 05 de Agosto de 2026 ás 14h 10min


Mais de 500 caminhões de entulhos retirados durante o Cidade Limpa

Publicado em 05 de Agosto de 2026 ás 13h 09min


Jornal Online

Edição nº1856 - 06/08/2026