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Da colonização no Cerrado à consolidação como a “Capital Nacional do Agronegócio”
13 de Maio de 2026 as 08h 21min
Sorriso, capital do agro nacional – Foto: Divulgação
Quando os primeiros colonizadores chegaram ao norte de Mato Grosso, na década de 1970, poucas pessoas imaginavam que aquela região de Cerrado se transformaria em uma das maiores potências agrícolas do planeta. Quatro décadas depois da emancipação político-administrativa, Sorriso não apenas consolidou sua vocação produtiva, como também se tornou símbolo da força do agronegócio brasileiro.
A ligação entre Sorriso e o agro começou ainda nos primeiros anos de ocupação da região. Vindos principalmente do Sul do país, agricultores chegaram ao município atraídos pela fertilidade das terras e pelos projetos de colonização implantados às margens da BR-163.
As primeiras lavouras foram de arroz, ainda no fim da década de 1970. Isso ainda faz parte de uma lenda associada ao nome: há de que quem falava sobre a cultura da região, mencionava “só riso” – sendo ‘riso’ arroz em italiano, numa mistura do português do sul do país e dos migrantes que chegaram nos anos 70.
Porém, foi a soja que mudaria definitivamente a economia local. A partir dos anos 1990, com o avanço da mecanização agrícola, da tecnologia no campo e da expansão das áreas cultivadas, Sorriso passou a viver um crescimento acelerado.
O município tornou-se referência em produtividade, armazenagem, logística e inovação no campo. A economia passou a girar em torno do agronegócio, impulsionando também o comércio, a indústria, o setor de serviços e o crescimento populacional.
O reconhecimento nacional veio oficialmente em 2012. Por meio da Lei Federal nº 12.724, sancionada pela então presidente Dilma Rousseff, Sorriso recebeu o título de “Capital Nacional do Agronegócio”.
A homenagem reconheceu a importância econômica do município para o setor agrícola brasileiro. Na época, Sorriso já se destacava pela produção de soja, milho, algodão, feijão, além da forte atuação na pecuária, suinocultura e avicultura.
Em 2017, o município também passou a ser reconhecido oficialmente como Capital Estadual do Agronegócio e da Soja, consolidando ainda mais sua identidade ligada ao campo.
Atualmente, Sorriso segue entre os maiores produtores agrícolas do país. Dados divulgados pelo IBGE em 2025 apontam que o município liderou o ranking nacional de valor de produção agrícola, alcançando cerca de R$ 7,2 bilhões em 2024.
A soja continua sendo a principal cultura do município, responsável por aproximadamente R$ 3,3 bilhões do valor total produzido, com uma colheita superior a 2 milhões de toneladas. Sorriso também lidera a produção nacional de milho em valor de produção, além de ocupar posições de destaque no feijão e no algodão.
O protagonismo agrícola transformou a cidade em uma vitrine tecnológica do agro brasileiro. Grandes feiras, eventos nacionais, abertura de safra e debates sobre inovação agrícola frequentemente escolhem Sorriso como palco principal.
Em junho de 2025, por exemplo, o município sediou a abertura nacional da colheita do milho segunda safra, reunindo autoridades, produtores e representantes do setor.
Além da força econômica, o município também se destaca pela adoção de tecnologias no campo, agricultura de precisão, ampliação da armazenagem e crescimento da agroindústria. Mato Grosso, estado onde Sorriso está inserida, segue líder nacional na produção de soja, milho e algodão.
Mais do que um título simbólico, o reconhecimento de Capital Nacional do Agronegócio reflete a trajetória de milhares de famílias que ajudaram a transformar uma pequena agrovila do norte mato-grossense em uma referência mundial de produtividade agrícola. Entre lavouras que se estendem até o horizonte, máquinas de última geração e uma economia fortemente ligada ao campo, Sorriso chega aos 40 anos reafirmando seu protagonismo no desenvolvimento do agronegócio brasileiro.
Fonte: DA REPORTAGEM
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