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Da porteira para fora, o nó logístico freia o avanço do agro em Mato Grosso
12 de Agosto de 2025 as 13h 37min
Armazenagem precária e custo elevado dominam o debate no V Simpósio Técnico – Foto: Divulgação
Por trás de uma safra histórica, um gargalo estrutural ameaça os ganhos de produtividade no agro mato-grossense. Com a colheita do milho entrando na reta final e estimativas apontando para quase 105 milhões de toneladas entre soja e milho nesta temporada, a pergunta que se impõe é direta: onde guardar tanta produção?
A resposta, ou a ausência dela, tem mobilizado produtores, especialistas e autoridades. O V Simpósio Técnico da Aprosoja MT, coloca a deficiência logística, sustentabilidade e armazenagem no centro da discussão sobre o futuro do agro no estado.
“O déficit de armazenagem pode ultrapassar 52 milhões de toneladas. Vivendo todo esse cenário geopolítico. Se nós perdermos mercado, aonde nós vamos colocar a nossa produção agrícola”, alerta o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.
A preocupação não é isolada. No campo, o tom de alerta cresce mesmo em meio à euforia com a produtividade. Em Diamantino, por exemplo, a safra de milho surpreendeu. “Acredito que vamos fechar acima de 120 sacas por hectare, a melhor média da nossa história, mas a estrutura para armazenar esse volume ainda é muito limitada”, afirma Altemar Kroling, presidente do Sindicato Rural de Diamantino.
A situação é ainda mais sensível quando somada ao custo logístico, um desafio crônico que combina estradas não pavimentadas, gargalos no transporte e a quase inexistência de ferrovias em regiões estratégicas. “Armazenagem e logística, com essa precariedade, são hoje o maior roubo silencioso da nossa produtividade”, resume Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja MT.
Fonte: DA REPORTAGEM
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