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Sexta Feira, 10 de Julho de 2026

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Das dúvidas à provocação a Trump: Bélgica vence desconfiança na Copa

10 de Julho de 2026 as 03h 36min

Jogadores da Bélgica comemoram gol de Lukaku com dancinha — Foto: Jamie Squire/Getty Images

A Copa do Mundo da Bélgica, que enfrenta a Espanha nesta sexta (10), às 15h, pelas quartas de final, tem sido uma montanha-russa. Os comandados de Rudi Garcia vêm lidando com forte pressão por resultados e atuações melhores desde a estreia no torneio e foi justamente isso que entregaram na vitória por 4 a 1 sobre os Estados Unidos, que colocou a seleção nas quartas de final.

A fase de grupos dos "Red Devils" foi melancólica. Favoritos no Grupo G, estrearam empatando com o Egito, depois não saíram do 0 a 0 com o Irã e chegaram na última rodada precisando vencer para conseguir a classificação. Nesta altura, a imprensa belga já tratava como "velhos" as estrelas daquela que ficou conhecida no Brasil como a "promissora geração belga".

O resultado na última rodada veio, 5 a 1 sobre a Nova Zelândia e o primeiro lugar do grupo. Mas a goleada não foi suficiente para mudar a opinião pública, principal diante do que viria a seguir na segunda fase contra SenegaL...

A Bélgica perdia por 2 a 0 e estava sendo eliminada até os 40 minutos do segundo tempo. Lukaku e Tielemans marcaram no fim e conseguiram um empate improvável. O volante ainda converteu um pênalti durante a prorrogação para classificar a equipe.

Foi no jogo contra os africanos que o técnico Rudi Garcia tomou uma atitude que mudaria tudo. Perdendo por 2 a 0, tirou as estrelas do time: Kevin de Bruyne e Doku. Quando as críticas se acentuavam para cima do treinador, a Bélgica melhorou em campo e virou o jogo enquanto suas estrelas aplaudiam do banco. Mesmo assim, seria possível imaginar a Bélgica jogando sem a dupla como titular?

Rudi Garcia deu a resposta contra o Estados Unidos: sim! Sem Kevin de Bruyne e Doku, a Bélgica fez seu melhor jogo na Copa do Mundo. A vitória foi embalada por ingrediente extra: uma provocação ao presidente americano Donald Trump.

Dias antes, a Fifa anulou a expulsão do atacante Folarin Balogun a pedido de Trump e liberou o jogador para enfrentar a Bélgica. Quando Lukaku fez o quarto gol belga, os jogadores comemoraram com uma dancinha característica do presidente americano.

ESTRELAS NO BANCO?

Se a Bélgica virou uma eliminatória e logo em seguida fez seu melhor jogo sem Kevin De Bruyne e Doku, quer dizer que os dois viraram reservas? Não é bem assim.

“Me parece ser o 11 mais adequado para o que queremos fazer. Que sejamos uma equipe equilibrada, que tenhamos qualidade de jogo, penetração, velocidade, força física, sejamos sólidos defensivamente e bons ofensivamente. Já que eu conheço meus jogadores, sei quem está bem, quem está menos bem, quem está em forma... Eu vejo os treinos. Esse 11 era mais ou menos lógico de ser escalado, vistos todos os elementos que tenho à minha disposição”, disse Rudi Garcia antes do jogo contra os Estados Unidos, ao explicar a escalação sem as estrelas do time.

A verdade é que ninguém sabe qual será o time da Bélgica para o próximo desafio. Nem mesmo os jogadores: Rudi Garcia tem como costume revelar a escalação somente no dia do jogo.

“Cada partida é diferente. Eu ainda tinha dúvidas sobre meu time titular contra os Estados Unidos pela manhã. Eu vejo mais do que vocês. Convivo com meus jogadores diariamente e verifico o condicionamento físico deles”.

Garcia tem utilizado praticamente todos os seus jogadores e não só vindos do banco de reservas. Dos 23 jogadores de linha convocados, 20 já tiveram minutos, sendo que 17 foram titulares do time ao longo do torneio.

“Como são permitidas cinco substituições, um treinador pode contar com um time titular e um time reserva, porque normalmente metade dos jogadores já foi substituída até o final da partida. Podemos intervir muito mais cedo. É o que estamos fazendo agora com Romelu Lukaku e Jeremy Doku. Com esses jogadores, temos cartas na manga para surpreender o adversário”.

O caso de Lukaku é ainda mais específico do que os casos de De Bruyne e Doku. Por sua condição física distante do ideal e os problemas de lesões na temporada, o centroavante de 33 anos tem entrado somente no final das partidas – exceção feita ao jogo contra o Irã, quando foi titular.

Ele marcou gols nos últimos três jogos com pouquíssimos toques na bola e vem sendo decisivo para a Bélgica e a principal “carta na manga” de Rudi Garcia. Repleto de incertezas sobre o time titular, mas de confiança finalmente renovada, a Bélgica terá pela frente a poderosa Espanha. Os espanhóis não sofreram um gol sequer em todo o Mundial. Mais um desafio claro para o misterioso Garcia.

Fonte: DA REPORTAGEM

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