Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Terça Feira, 11 de Agosto de 2026

Noticias

Data center de IA ameaça desregular clima na Amazônia

11 de Agosto de 2026 as 17h 23min

O primeiro data center de inteligência artificial da Amazônia, em Belém/PA, se tornou alvo de um inquérito do Ministério Público do Estado do Pará. A investigação apura o risco de formação de “ilhas de calor” e a ausência de consultas públicas com comunidades ribeirinhas e moradores de bairros vizinhos ao empreendimento.

O projeto, batizado de BEL1, tem investimento previsto de R$ 250 milhões e previsão de início de operações em 2027. A capacidade inicial é de 7,5 megawatts, potência suficiente para abastecer mais de 22,5 mil residências.

Segundo o Ministério Público do Estado do Pará, o Brasil não conta com regulamentação ambiental específica para esse tipo de instalação. O órgão ainda destaca que as secretarias do estado do Pará e do município de Belém afirmaram não ter recebido pedidos de licenciamento ambiental relacionados ao empreendimento.

Além disso, comunidades ribeirinhas e moradores dos bairros próximos ao BEL1 não foram ouvidos sobre os possíveis impactos da instalação antes do início do projeto. Por fim, não foram realizadas consultas públicas, o que compõe parte do fundamento para a abertura do inquérito.

Um estudo da Universidade de Cambridge indica que data centers podem elevar a temperatura média da superfície terrestre em 2°C, com picos de até 9,1°C. É esse cenário que embasa a preocupação do Ministério Público do Estado do Pará.

Estruturas de data center dissipam energia na forma de calor, o que pode elevar a temperatura externa em uma área que frequentemente já atinge sensações térmicas de 34ºC ou mais, gerando as chamadas “ilhas de calor” na região amazônica.

A Elea Data Centers, responsável pelo projeto, afirma que usará sistemas de ar-condicionado para resfriar os equipamentos, em vez de água. A empresa ainda explica que estudos de impacto térmico mais profundos só seriam realizados para a fase de 100 MW, que ainda não tem data para sair do papel.

Fonte: DA REPORTAGEM

Veja Mais

Nova Rota bloqueia retorno na BR-163 para avançar duplicação

Publicado em 11 de Agosto de 2026 ás 18h 47min


Cidade Limpa ultrapassa 2,6 ton de fios retirados de postes

Publicado em 11 de Agosto de 2026 ás 16h 23min


Mais de 600 voos registrados no Aeroporto Orlando Vilas Boas em Matupá

Publicado em 11 de Agosto de 2026 ás 15h 22min


Jornal Online

Edição nº1860 - 12/08/2026