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Dilmar questiona exposição do TCE em vistorias de obras públicas
14 de Julho de 2026 as 04h 19min
Comissão também vai investigar o ataque cibernético – Assessoria
A relação entre fiscalização e exposição pública voltou ao centro do debate político em Mato Grosso após críticas do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) à forma como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) tem divulgado inspeções em obras públicas. O parlamentar afirmou reconhecer a competência constitucional da corte, mas questionou a estratégia de tornar as vistorias amplamente públicas.
A manifestação ocorreu após a inspeção realizada pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, na MT-170, no noroeste do Estado. Durante a visita técnica, foram identificados problemas em um trecho do pavimento recentemente executado, situação que passou a gerar cobranças sobre a qualidade do serviço entregue.
Na avaliação de Dilmar, a atuação fiscalizadora do tribunal é legítima, mas poderia ocorrer sem a mesma exposição. "Eu concordo que ele tem a prerrogativa de fiscalizar, de ir à obra. Agora, acho que não precisa fazer tanto holofote. As explicações podem ser cobradas, os responsáveis podem ser chamados, mas não há necessidade de transformar tudo em uma grande divulgação", afirmou.
O líder do governo na Assembleia Legislativa também contestou a interpretação de que o TCE teria identificado uma irregularidade desconhecida pelo Executivo. Segundo ele, o governo estadual já acompanhava a situação e havia adotado medidas administrativas contra a empresa responsável pelo serviço.
De acordo com o deputado, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística já havia realizado notificações e aplicado sanções antes da vistoria do tribunal. “O Estado já tinha demandado essa situação ao próprio Tribunal de Contas e ao Ministério Público, reclamando da empresa que estava executando a obra. Não foi algo que surgiu somente depois da fiscalização”, declarou.
Dilmar afirmou ainda que os problemas encontrados representam uma parcela limitada da extensão total da rodovia. Segundo ele, as falhas apontadas estão concentradas em aproximadamente 12 a 15 quilômetros de um trecho que possui quase 300 quilômetros de pavimentação. “São milhares de quilômetros de rodovias que nós temos no Estado. Quando se pega um trecho específico e passa a impressão de que nada foi feito, acaba se criando uma visão diferente da realidade”, disse o parlamentar.
A crítica do deputado ocorre em meio a um debate mais amplo sobre os limites da atuação dos órgãos de controle e a forma como fiscalizações públicas devem ser comunicadas à sociedade. Tribunais de contas defendem a transparência das ações, enquanto gestores públicos frequentemente questionam o impacto político da divulgação de inspeções.
Para Dilmar, a prioridade deveria estar na solução dos problemas apontados, e não na repercussão da fiscalização. "Se fazer vídeo, filmar e aparecer resolvesse, eu ainda não vi esse resultado. O que resolve é a empresa voltar lá e refazer o serviço que apresentou problema", finalizou.
Fonte: DA REPORTAGEM
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