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Dra. Natasha questiona renúncias e cobra retorno para o Estado
18 de Setembro de 2026 as 06h 24min
Candidata defende prazo e contrapartidas para empresas e cita políticas sociais como prioridades
A candidata ao governo de Mato Grosso, Dra. Natasha Slhessarenko (PSD), defendeu a revisão da política de incentivos fiscais como uma das alternativas para abrir espaço no orçamento estadual e financiar compromissos nas áreas de serviço público e proteção social.
A proposta foi apresentada nesta semana, durante entrevista à CBN e à Rádio Verde, em Cuiabá. Natasha afirmou que os incentivos podem ser mantidos para empresas que investem, criam empregos e geram atividade econômica, mas questionou a continuidade dos benefícios sem avaliações periódicas. “Eu defendo incentivo fiscal. Ele é importante para atrair investimentos, gerar empregos e desenvolver Mato Grosso”, afirmou.
O debate ocorre em um cenário de forte expansão das renúncias fiscais. Dados divulgados com base em informações do Tribunal de Contas do Estado indicam que o volume passou de R$ 3,42 bilhões em 2019 para R$ 15,6 bilhões em 2025.
Para 2026, a estimativa citada é de aproximadamente R$ 11,63 bilhões em benefícios e incentivos fiscais. O montante representa uma parcela relevante de recursos que deixam de ingressar diretamente nos cofres estaduais.
Outro aspecto apontado pela candidata é a concentração dos benefícios. Em 2023, os 30 maiores beneficiários reuniram R$ 4,6 bilhões, ou 43,3% dos R$ 10,7 bilhões em renúncias registrados naquele ano. “Não se trata de acabar com os incentivos, mas de estabelecer critérios, prazo, contrapartidas e avaliar resultados”, disse Natasha.
A candidata relacionou a discussão sobre os incentivos às prioridades que pretende estabelecer caso seja eleita. Entre elas estão concursos públicos, negociação das perdas acumuladas da Revisão Geral Anual dos servidores e ampliação de políticas sociais.
Na lista apresentada aparecem ainda ações de segurança alimentar, moradia, saúde, educação e proteção social, áreas que, segundo Natasha, deveriam receber maior atenção na distribuição dos recursos públicos.
A candidata também rejeitou a ideia de que a revisão dos incentivos necessariamente reduziria a capacidade de Mato Grosso de atrair investimentos privados. Segundo ela, o Estado poderia preservar mecanismos de estímulo à produção enquanto estabelece regras mais claras para duração, contrapartidas e avaliação dos programas.
O modelo defendido por Natasha prevê, portanto, uma espécie de revisão periódica dos benefícios, com a possibilidade de redirecionamento dos recursos quando os resultados esperados não forem alcançados.
A discussão envolve uma das principais fontes de renúncia de receita do Estado e coloca em confronto duas prioridades: manter estímulos à atividade econômica e ampliar a capacidade de financiamento das políticas públicas. “Um Estado que produz tanta riqueza precisa transformar essa riqueza em qualidade de vida”, declarou.
Fonte: DA REPORTAGEM
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