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Sábado, 03 de Outubro de 2026

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Dresch coleciona novas polêmicas e amplia desgaste fora de campo

26 de Maio de 2026 as 15h 51min

Após derrota para o Náutico, presidente critica gramado, arbitragem e tratamento recebido

A derrota do Cuiabá por 1 a 0 para o Náutico, pela 10ª rodada da Série B, acabou ficando em segundo plano diante de mais um episódio envolvendo o presidente do clube, Cristiano Dresch.

Conhecido pelas declarações contundentes e por não poupar críticas públicas, o dirigente voltou a protagonizar uma polêmica que repercutiu além do resultado dentro de campo e colocou novamente o Cuiabá no centro das discussões extracampo.

Ainda na noite de sexta-feira, logo após a partida no estádio dos Aflitos, Dresch concedeu entrevista em tom duro. O presidente atacou as condições do gramado e fez comparações diretas com a Arena Pantanal.

“Vocês conhecem o gramado da Arena Pantanal? O Governo do Estado faz investimento altíssimo. O gramado da Arena é um tapete. Vai jogar num campo desse aqui, meu amigo? É o mesmo campeonato”, disparou.

Na sequência, elevou ainda mais o tom. “A bola quica, o jogador não consegue dominar. Campo fofo. Campo horrível. É um campeonato que um faz sacrifício para pagar salário e o outro não paga; um faz sacrifício para cuidar de campo e o outro faz de qualquer jeito”.

Mesmo afirmando que não usava o gramado como justificativa pela derrota, Dresch também criticou duramente a arbitragem, principalmente o pênalti marcado a favor do Náutico ainda no primeiro tempo. “Foi o pênalti mais absurdo que eu já vi na minha carreira no futebol. Estou no futebol desde 2003 e nunca vi um pênalti desse”.

Mas foi a reclamação sobre o tratamento recebido no estádio que elevou o debate. Irritado, o dirigente afirmou ter sido impedido de retornar ao local onde acompanhava a partida após o intervalo e classificou a situação como desrespeitosa. “Estou há mais de 20 anos no futebol e nunca aconteceu isso comigo”.

A fala mais forte veio logo depois: “Lá em Cuiabá vai ser bem recebido. Sabe por quê? Porque eu estou em 2026, eu não estou em 1970”.

A declaração repercutiu rapidamente e motivou uma resposta oficial do Náutico no dia seguinte. Em nota, o clube pernambucano afirmou que a delegação do Cuiabá foi recebida dentro dos protocolos normalmente adotados e que, inclusive, houve atendimento especial para acomodar Dresch em uma cabine próxima à tribuna de imprensa.

Segundo o Náutico, porém, pouco antes dos 40 minutos do primeiro tempo o presidente do Cuiabá deixou o local por conta própria, sem comunicar a equipe responsável, acessou uma área próxima ao vestiário alvirrubro e ao banco de reservas e passou a adotar, nas palavras do clube, “comportamento exaltado, com agressões verbais e desrespeito a profissionais do Náutico e da CBF que atuavam na organização da partida”.

A diretoria pernambucana informou ainda que, após a quebra do protocolo de segurança, decidiu não permitir o retorno do dirigente ao espaço inicial e o direcionou ao camarote da delegação visitante. Ao fim da nota, o Náutico endureceu o discurso. “O clube não admite desrespeito a profissionais em pleno exercício de suas funções e tomará as medidas cabíveis no âmbito da Justiça Desportiva”.

O episódio aumenta uma percepção que vem acompanhando Cristiano Dresch nas últimas temporadas: a de um dirigente combativo e participativo, mas que frequentemente transforma situações de bastidor em crises públicas de grande repercussão. Em um momento em que o Cuiabá tenta se firmar na Série B e manter foco na recuperação dentro da competição, as manchetes acabam sendo puxadas novamente por conflitos institucionais e declarações de impacto.

Dresch já deixou claro que não pretende mudar seu estilo. “Meu CPF está em jogo. Quem tiver devendo, eu vou cobrar”, afirmou ao fim da entrevista.

A postura reforça sua imagem de presidente ativo e presente no dia a dia do clube. Mas, ao mesmo tempo, reacende o debate sobre até que ponto a exposição constante e os embates públicos ajudam o Cuiabá — ou acabam gerando desgaste desnecessário em um momento que pede estabilidade dentro e fora de campo.

Fonte: DA REPORTAGEM

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