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Empresário de Cuiabá paga R$ 2 milhões para evitar vazamento de nudes
14 de Março de 2025 as 05h 00min
Criminosos utilizavam perfis falsos nas redes sociais para atrair vítimas — Foto: Polícia Civil/MT
Treze pessoas foram presas na manhã desta quinta (13) durante a Operação Phantom, que investiga uma quadrilha especializada em extorsão sob ameaça de divulgar imagens íntimas. A ação, coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, cumpriu mandados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Entre as vítimas está um empresário de Cuiabá, que transferiu mais de R$ 2 milhões aos criminosos após ser ameaçado e acusado falsamente. As ordens judiciais foram cumpridas em Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Guaporé/RS e Itajaí/SC.
Além das prisões, a operação resultou ainda no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá, após investigações da Polícia Civil de Mato Grosso. As investigações, segundo a polícia, ocorrem desde 2021.
De acordo com informações da operação, os suspeitos aplicavam golpes principalmente em empresários. O empresário de Cuiabá foi apenas uma das inúmeras vítimas que, sob ameaças de exposição, transferiram quantias significativas ao grupo criminoso para evitar o vazamento de imagens íntimas na internet.
ESQUEMA DE 'SEXTORSÃO'
Segundo a polícia, os criminosos utilizavam perfis falsos nas redes sociais, geralmente com fotos de jovens atraentes, para atrair as vítimas.
Após trocas de mensagens e conteúdo íntimo, outro integrante da quadrilha entrava em contato se passando por um policial ou por um parente da suposta jovem, alegando que ela era menor de idade. Os golpistas exigiam dinheiro para não levar o caso à justiça.
O delegado Guilherme Berto Nascimento Fachinelli, da DRCI de Mato Grosso, destacou a importância que a operação representa um “marco no combate a organizações criminosas” que utilizam a intimidação e o uso indevido da identidade policial para extorquir vítimas.
A Operação Phantom faz parte do Programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso. A polícia orientou que vítimas de extorsão denunciem o crime para que os responsáveis sejam identificados e presos.
Fonte: DA REPORTAGEM
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