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Espanha e Argentina decidem Copa meses após jogo que nunca saiu do papel
17 de Julho de 2026 as 12h 37min
Messi e Yamal estamparam cartaz promocional da Finalíssima — Foto: Divulgação/Conmebol
Argentina e Espanha se enfrentam na final da Copa do Mundo neste domingo (19), às 15h, em Nova Jersey. O duelo, porém, poderia ter tido um capítulo no início do ano. As duas seleções quase se enfrentaram na Finalíssima, torneio que colocaria a seleção campeã europeia, a Espanha em 2024, contra a campeã sul-americana, a Argentina, também há dois anos.
A principio, a competição seria uma partida única realizada no dia 27 de março, no estádio Lusail, no Catar. Porém, por causa dos conflitos entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio, o jogo teve que ser remanejado.
Foi a partir deste impasse que a Uefa, entidade máxima do futebol europeu, teve problemas em negociar com a AFA, que gerencia o futebol argentino, uma nova data e local para o evento.
Com forte determinação em salvar a importante partida, e apesar das compreensíveis dificuldades de realocar um jogo de tamanha importância em um prazo extremamente curto, a Uefa explorou alternativas viáveis, mas todas se mostraram inaceitáveis para a AFA — declarou a Uefa em nota.
No mesmo texto, a entidade declarou três propostas oferecidas aos argentinos, todas recusadas. A primeira seria realizar o jogo na mesma data prevista de antes, porém no Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid, da Espanha. Além disso, as arquibancadas seriam divididas meio a meio para as duas seleções.
A segunda seria realizar a Finalíssima em jogos de ida e volta, um na Argentina, outro na Espanha. A última opção oferecida foi mais uma vez uma partida única, que poderia ser realizada no dia original, 27 de março, ou três dias depois. A Argentina recusou, dizendo que só poderia jogar no dia 31 de março.
Os sul-americanos ainda ofereceram uma contraproposta: partida única disputada depois da Copa. A Uefa recusou e decidiu encerrar a realização do torneio. Agora, porém, o tira-teima entre campeões europeu e sul-americano será em um palco bem maior: a final da Copa do Mundo.
FAIXA PROVOCATIVA
A festa da Argentina, pela vaga na final da Copa do Mundo, contou com a presença de uma faixa proibida pela Fifa. No gramado do Estádio de Atlanta, os jogadores celebraram a virada por 2 a 1 sobre a Inglaterra com a mensagem "as Malvinas são argentinas".
Antes do jogo, a Fifa emitiu determinação para que fossem proibidas entradas de torcedores com qualquer referência à Guerra da Malvinas, de 1982. Também foram vetadas mensagens provocativas no estádio de Atlanta.
Em imagens divulgadas, foi possível ver titulares como Messi, Lisandro Martínez, Cuti Romero e Giuliano Simeone comemorando próximos à faixa. Em dado momento, a mensagem foi retirada do gramado e foi parar na arquibancada.
O conflito dos anos 1980 foi motivado pela disputa de soberania do arquipélago das Ilhas Malvinas - ou Falkland para os ingleses -, que era controlada pelo Reino Unido desde 1833, mas reivindicada pela Argentina. Foram 907 mortos, sendo 649 argentinos, 255 britânicos e três civis da ilha.
A Guerra das Malvinas durou 74 dias, entre 2 de abril de 14 de junho de 1982. O controle das Malvinas segue com os britânicos.
Fonte: DA REPORTAGEM
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