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Domingo, 08 de Fevereiro de 2026

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Ex-governador Pedro Taques tenta voltar ao jogo político em 2026

13 de Janeiro de 2026 as 07h 28min

Taques busca apoio no diretório nacional – Foto: Divulgação

A volta de Pedro Taques ao centro do tabuleiro político de Mato Grosso expõe um cenário de isolamento raro. Após uma gestão marcada por desgaste profundo no Executivo estadual, o ex-governador tenta reconstruir protagonismo fora dos blocos tradicionais de poder, mas encontra resistência tanto na direita quanto na esquerda. 

A oficialização de Pedro Taques na presidência do PSB em Mato Grosso representa mais do que uma simples mudança partidária. Trata-se de uma tentativa explícita de retorno ao protagonismo político após anos de afastamento e derrotas eleitorais, em um cenário consideravelmente mais hostil do que aquele que o projetou no passado.

Eleito governador em 2014 sob o discurso do combate à corrupção e da renovação política, Taques deixou o Palácio Paiaguás em 2018 com uma gestão amplamente classificada como desastrosa, marcada por crises fiscais, conflitos institucionais e isolamento político. O resultado foi imediato: derrota na tentativa de reeleição e rompimento com praticamente todas as forças relevantes da política estadual.

Desde então, Taques tornou-se um nome periférico no debate público mato-grossense. Tentou retornar ao Senado em 2022, mas novamente foi rejeitado pelas urnas. Sem base consolidada, sem grupo político próprio e sem interlocução estável, passou a orbitar o cenário nacional em busca de uma nova âncora.

A filiação ao PSB e a guinada em direção ao campo progressista escancaram uma mudança pragmática — e contraditória. Taques, que foi um dos governadores mais críticos aos governos petistas e apoiou abertamente o impeachment de Dilma Rousseff, agora busca abrigo na esquerda, da qual sempre manteve distância ideológica e retórica.

O movimento, no entanto, produziu uma anomalia política. A direita mato-grossense não o quer de volta, ainda associando sua imagem ao fracasso administrativo e à instabilidade de sua gestão. Ao mesmo tempo, as principais lideranças da esquerda no estado demonstram desconforto em abraçar um projeto liderado por alguém que, até poucos anos atrás, era um adversário declarado.

Esse desconforto começa a se materializar dentro do próprio PSB. Desde que Taques assumiu a presidência estadual da legenda, o partido entrou em rota de debandada. A saída de Max Russi para o Podemos abriu caminho para um esvaziamento que pode se aprofundar, com quadros estratégicos avaliando abandonar a sigla.

Diante da fragilidade local, Taques passou a apostar quase exclusivamente no respaldo da direção nacional do partido. A presença do prefeito de Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, na sua posse em Brasília, é simbólica: o capital político que lhe resta está fora de Mato Grosso.

O desafio agora é evidente. Como viabilizar uma candidatura ao Senado sem base sólida no estado, rejeitado pela direita e visto com cautela pela esquerda? Como sustentar um projeto político quando o próprio partido que o abriga começa a perder musculatura?

A tentativa de retorno de Pedro Taques expõe uma encruzilhada rara na política mato-grossense: um ex-governador experiente, mas sem campo ideológico definido, tentando reconstruir espaço em um ambiente que parece ter seguido em frente sem ele.

Fonte: DA REPORTAGEM

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