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Sexta Feira, 10 de Abril de 2026

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Exportações crescem em março e mostram força mesmo com crise no Oriente Médio

10 de Abril de 2026 as 09h 28min

Fluxo comercial ativo mesmo em cenário internacional adverso – Foto: Divulgação

As exportações brasileiras de carne de frango mantiveram ritmo de crescimento em março, mesmo diante das tensões no Oriente Médio e dos impactos logísticos provocados pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Os dados reforçam a capacidade de adaptação do setor em um cenário global desafiador.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, o Brasil embarcou 504,3 mil toneladas no período, volume 6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Além do avanço nas vendas externas, a receita também apresentou crescimento, alcançando US$ 944,7 milhões — alta de 6,2% na comparação anual.

No acumulado do primeiro trimestre, o desempenho segue positivo. Entre janeiro e março, os embarques somaram 1,456 milhão de toneladas, com crescimento de 5% em relação ao mesmo período de 2025. Já a receita atingiu US$ 2,764 bilhões, avanço de 6,9%, indicando não apenas maior volume, mas também valorização das exportações brasileiras no mercado internacional.

A demanda externa continua aquecida, com destaque para a retomada das importações por parte da China, principal destino da proteína brasileira. O país adquiriu 51,8 mil toneladas em março, crescimento de 11,6%, após um período de retração influenciado por questões sanitárias já superadas. Outros mercados também apresentaram desempenho relevante, como Japão, União Europeia e África do Sul, que ampliaram significativamente suas compras.

Mesmo com a instabilidade no Oriente Médio, região estratégica para o setor, o fluxo comercial foi mantido. Embora tenha sido registrada uma queda de 18,5% nas exportações na comparação com fevereiro, mais de 100 mil toneladas foram enviadas ao mercado regional em março. Desse total, cerca de 45 mil toneladas tiveram como destino direto países impactados pelas restrições no Estreito de Ormuz.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o setor conseguiu contornar as dificuldades logísticas com rapidez, adotando rotas alternativas e contando com o apoio de medidas coordenadas junto ao governo federal. A estratégia permitiu preservar o abastecimento e evitar interrupções mais severas no comércio internacional.

No cenário interno, os estados do Sul seguem como protagonistas nas exportações. O Paraná lidera com ampla margem, seguido por Santa Catarina e Rio Grande do Sul, consolidando a força da região na produção e no escoamento da proteína avícola. Estados como São Paulo e Goiás também apresentaram crescimento expressivo, ampliando sua participação no mercado externo.

Mesmo diante de um ambiente internacional marcado por conflitos e restrições logísticas, o desempenho do setor evidencia a resiliência da avicultura brasileira. A diversificação de mercados, aliada à capacidade de adaptação operacional, tem sido fundamental para sustentar o crescimento e garantir a competitividade do país no comércio global de proteína animal.

Fonte: DA REPORTAGEM

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