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Quarta Feira, 17 de Junho de 2026

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Faissal Calil diz que foi incluído sem participação em alvo da Operação Gemini

17 de Junho de 2026 as 08h 31min

PF aponta indícios e parlamentar nega envolvimento - Assessoria

A repercussão da Operação Gemini levou o deputado estadual Faissal Calil (PL) a se manifestar publicamente sobre as investigações conduzidas pela Polícia Federal. O parlamentar afirmou que não possui qualquer relação com as irregularidades apuradas e classificou sua inclusão no caso como injustificada.

Na semana passada, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão e recolheram o telefone celular do deputado. Entre os investigados também está o desembargador afastado Dirceu dos Santos, para quem Faissal trabalhou como assessor entre 2017 e 2018.

Conforme explicou o parlamentar, o vínculo com o inquérito surgiu por conta de sua atuação profissional em uma disputa fundiária no município de Cláudia. O processo tinha como uma das partes o ex-prefeito e atual vereador Vilmar Giachini (MDB), igualmente citado na operação.

Ao comentar o assunto, Faissal afirmou que recebeu informações de que sua participação nos fatos investigados não teria relação direta com o suposto esquema apurado pela Polícia Federal. “Fui lá em Brasília e o pessoal disse: ‘Faissal, você entrou de gaiato’. Infelizmente. É um ano político e pegaram uma pessoa publicamente exposta. Fizeram isso com a minha vida”, declarou.

Segundo o deputado, toda a sua atuação no processo ocorreu dentro dos limites legais da advocacia e pode ser comprovada documentalmente. Ele também disse esperar uma rápida conclusão das apurações. “Estou muito tranquilo. Só queria que o processo corresse o mais rápido possível para eu provar minha inocência. Eu queria ser ouvido dentro do processo”, afirmou.

O caso que deu origem à Operação Gemini envolve uma disputa pela posse de aproximadamente seis mil hectares de terras em Cláudia. A investigação começou após denúncia encaminhada pela Associação dos Trabalhadores Rurais da Gleba Santo Expedito à Procuradoria da República em Rondonópolis.

No documento apresentado às autoridades, a entidade relata a suspeita de pagamento de R$ 1 milhão para beneficiar uma das partes em um recurso relacionado ao processo de reintegração de posse.

Durante as apurações, a Polícia Federal identificou indícios de possíveis irregularidades na tramitação do recurso dentro do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, especialmente em relação à redistribuição do processo.

Na versão apresentada pelos investigadores, Faissal teria exercido funções ligadas à movimentação de recursos financeiros supostamente vinculados ao desembargador Dirceu dos Santos. Entre as suspeitas levantadas estão operações financeiras, quitação de obrigações familiares e negociações imobiliárias que ainda são objeto de investigação.

Fonte: DA REPORTAGEM

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