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Flamengo tem só mais uma semana para inscrever reforços na Libertadores
29 de Agosto de 2026 as 10h 16min
Plata deve ir para a Rússia – Foto: Divulgação
O Flamengo tem só mais uma semana para inscrever reforços nas quartas de final da Libertadores, para as duas partidas contra o Independiente del Valle, atual campeão do Equador e que vem de 16 vitórias nos últimos 16 jogos. Apesar de a janela no Brasil ainda ficar aberta até o dia 11 de setembro, o prazo da Conmebol para a próxima fase do torneio termina na sexta-feira da semana que vem.
Após agitar o mercado no início da janela, com as negociações com o meia Almada, que preferiu o River Plate (Argentina), e com o atacante Luiz Henrique, que continua no Zenit (Rússia), o Flamengo deu um passo atrás e confiou no atual elenco nos duelos com o Cruzeiro pelas oitavas de final. Funcionou: o time rubro-negro eliminou um dos favoritos ao título com um placar agregado de 3 a 2.
Mesmo após a classificação, o Flamengo continuou discreto, mas monitorando o mercado. Porém, um fato novo pressiona o clube: a saída iminente de Plata para o Dínamo de Moscou, da Rússia.
O atacante equatoriano é um titular do técnico Leonardo Jardim e foi um dos destaques do time antes da Copa do Mundo. Porém, após ele brilhar também com o Equador no Mundial, o estafe do jogador passou a cobrar uma valorização ou uma venda com ofertas salariais maiores.
A negociação, que gira em torno de 10 milhões de euros (R$ 60,1 milhões na cotação atual) fixos e com exigência para pagamento à vista, aumentará o poder de compra do Flamengo no mercado.
Coincidentemente, esse valor somado aos cerca de 25 milhões de euros (R$ 150,4 milhões) que o clube tinha orçado para gastar nesta janela, dá o preço que o Zenit pediu para vender Luiz Henrique. O atacante continua como sonho rubro-negro, mas há concorrentes, como por exemplo o Botafogo.
Além de Plata, outras saídas ainda podem acontecer. Com vínculo só até dezembro, Everton Cebolinha já pode assinar pré-contrato com outro clube e as partes debatem uma liberação antecipada. E Wallace Yan voltou a negociar com o Bragantino.
Caso o Flamengo só consiga contratar alguém na última semana da janela, o clube só poderá inscrever o reforço na Libertadores em uma eventual semifinal da competição, que tem como prazo final de mudanças na lista do torneio o dia 9 de outubro.
PALMEIRAS
Impulsionado pela negociação de Allan com o Manchester City por cerca de R$ 240 milhões entre valores fixos e variáveis, o Palmeiras calcula ter atingido a marca de 414,2 milhões de euros só em vendas de jogadores nos últimos 5 anos, desde que Leila Pereira assumiu a presidência do clube.
São R$ 2,4 bilhões arrecadados em 27 negociações de atletas do futebol masculino desde o início de 2022. Os números são registrados pelo próprio clube, considerando os valores totais das operações realizadas (ou seja, somando fixos e bônus) e somente vendas diretas, sem contabilizar os percentuais mantidos de negociações futuras.
Esses números ainda devem crescer nos próximos dias, com a venda encaminhada de Riquelme Fillipi para o Inter Miami, da MLS, nos Estados Unidos. Ele tem conversas em andamento para sair por valores entre 5,5 milhões de euros e 6 milhões de euros, por 60% dos direitos econômicos.
Ao longo dos últimos cinco anos, o crescimento nas vendas evidencia o investimento do clube na formação de atletas: 66% dessas negociações, ou seja, 18 das 27, foram de Crias da Academia.
Não à toa, dominam as cinco maiores operações do ranking: Endrick, por 72 milhões de euros ao Real Madrid; Estêvão, por 61,5 milhões de euros ao Chelsea; Allan, por 40 milhões de euros ao Manchester City; Vitor Reis, por 37 milhões de euros ao mesmo clube; e Luis Guilherme por 30 milhões de euros ao West Ham, da Inglaterra.
Alguns desses atletas continuam rendendo ao Palmeiras mesmo depois de deixar o clube. É o caso, por exemplo, do meio-campista Jhon Jhon, que saiu inicialmente por sete milhões de euros para o Bragantino, e o Alviverde voltou a fazer receita com ele em 2026, quando negociado para o Zenit, por ter mantido 20% dos direitos.
Os outros nove negociados foram atletas contratados pelo clube como parte do elenco profissional e que eventualmente deixaram o Palmeiras em vendas diretas.
Neste recorte, a maior venda é do único caso em que houve uma valorização direta do atleta: Richard Ríos, por 30 milhões de euros ao Benfica, de Portugal. O Palmeiras havia pago R$ 6 milhões para o Guarani em 2023 pelo volante, em um formato de contratação que depois chamou de "oportunidade" ou "destaque do Estadual", em referência ao Campeonato Paulista. Ele cresceu de desempenho ao longo da passagem no clube, e saiu dois anos depois por valores que estão cinco vezes acima do que o Palmeiras inicialmente pagou.
Os outros oito negociados em vendas diretas foram atletas que em determinado momento perderam espaço no elenco e deixaram o clube: Facundo Torres, Rony, Aníbal Moreno, Rafael Navarro, Merentiel, Luan, Zé Rafael e Bruno Tabata.
Fonte: DA REPORTAGEM
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