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Sábado, 07 de Fevereiro de 2026

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Fogo amigo expõe racha e ameaça desempenho eleitoral

20 de Janeiro de 2026 as 05h 44min

Racha interno expõe risco eleitoral – Foto: Divulgação

O União Brasil de Mato Grosso volta a expor fissuras internas que não são recentes, mas que ganham novo peso às vésperas de uma eleição decisiva. As declarações do deputado estadual Júlio Campos escancaram um “fogo amigo” que atravessa anos e agora pressiona diretamente a estratégia do partido para a disputa ao Palácio Paiaguás. 

Ao cobrar uma definição do diretório nacional sobre candidatura própria ao governo do Estado, Júlio vocaliza um incômodo antigo de parte da legenda: a sensação de que o partido, mesmo grande, abre mão de protagonismo em momentos-chave. A defesa do nome do senador Jayme Campos para a disputa contrasta frontalmente com a posição do governador Mauro Mendes, presidente estadual da sigla, que já declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta, de outro partido.

Esse conflito de posições não é apenas retórico. Ele revela um embate interno de comando e de projeto político, que pode comprometer a unidade do União Brasil justamente no momento em que o alinhamento seria decisivo. Em eleições majoritárias, a falta de consenso costuma ter custo elevado — e, neste caso, pode significar enfraquecimento da legenda no Estado.

O alerta feito por Júlio Campos vai além do governo. Segundo ele, a ausência de candidatura própria pode provocar esvaziamento da sigla, com reflexos diretos nas chapas proporcionais. A lógica é conhecida no meio político: sem um nome forte puxando votos na majoritária, bancadas federais e estaduais tendem a encolher.

A janela partidária de março surge como ponto crítico desse processo. Historicamente, períodos de indefinição aceleram movimentos de saída, sobretudo entre deputados e lideranças locais que buscam sobrevivência eleitoral. O risco, portanto, não se restringe ao Palácio Paiaguás, mas se estende à disputa pela Câmara dos Deputados, em Brasília, e à Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Embora Júlio evite antecipar decisões pessoais, o discurso deixa claro que o partido caminha sobre uma linha estreita. O “fogo amigo”, que antes era administrável, agora ameaça se tornar um fator de desgaste público e eleitoral.

Em um cenário de polarização e disputa acirrada, a falta de unidade interna pode ser tão prejudicial quanto a força dos adversários. Para o União Brasil, o desafio não é apenas escolher um candidato, mas decidir se seguirá como protagonista ou aceitará o papel de coadjuvante em uma eleição que pode redefinir seu tamanho político no Estado.

Fonte: DA REPORTAGEM

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