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Itaúba, de 5 mil habitantes, convive com medo após ataques contra 3 mulheres
29 de Março de 2026 as 06h 23min
Itaúba assustada com ataques em sequência – Foto: Divulgação
Uma sequência de ataques a três mulheres em menos de 24 horas tirou a tranquilidade de Itaúba no domingo (22). A cidade conta com cinco mil habitantes. Os moradores convivem com medo após anos sem registro de homicídios e feminicídios na região, segundo o prefeito Toninho Tijolinho.
A vendedora ambulante Vanuza dos Santos conta que os vizinhos e os clientes estão assustados. “A cidade está chocada, sem acreditar. Nós, mulheres, não conseguimos entender ainda o tamanho da monstruosidade”, diz.
O suspeito dos ataques às mulheres, Emanuel Adolfo Wahlbrinck Jauer, de 22 anos, estava há 28 dias na cidade, trabalhando como operador de máquinas agrícolas. Ele morreu junto com a terceira vítima, Nathaly Gonçalves, de 19 anos, em uma batida de carro contra uma carreta na BR-163.
Horas antes, a investigação da Polícia Civil aponta que ele teria estuprado e esfaqueado a primeira vítima, de 26 anos, e depois atropelado uma adolescente, de 15 anos. Todos os alvos dele foram mulheres.
“Todo mundo fala que isso jamais imaginaria uma cena dessas aqui. Numa cidade tão tranquila. Meus clientes perguntam: 'nossa que horror que aconteceu'. Eu digo 'pois é, ainda estou sem acreditar'. Isso parece filme de terror”, conta.
Essa percepção também é compartilhada pelo prefeito. "É uma comoção grande. Todos estão com medo e com receio depois do que aconteceu", diz. Ele ainda anunciou medidas para reforçar a segurança da cidade, com reforço no patrulhamento policial e ampliação de mais câmeras de vigilância nas ruas.
A região cresce com o avanço da agricultura, sendo o motor da economia local que contabiliza um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de R$ 132.810 mil, segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
CASOS EM SEQUÊNCIA
Uma mulher, de 26 anos, que se fingiu de morta para evitar mais agressões após ser esfaqueada e estuprada por Emanuel afirmou que fugiu por um canavial enquanto era perseguida pelo suspeito. O delegado responsável pelo caso Thiago Barros disse que a primeira vítima se encontrou com o suspeito em um bar junto com os amigos. Ele estava na cidade há 28 dias e ela o conhecia apenas de vista.
“Por volta de 3h, ela o acompanhou para comprar bebidas, essa era a justificativa para saírem. No caminho, ele a levou até uma zona rural onde praticou o estupro e a esfaqueou no mato. Lá, ele a deixou, pensando que ela estivesse morta”, afirmou.
Segundo o depoimento, ela esperou o suspeito deitar no carro e adormecer para sair do mato. Pouco depois, ele acordou e a viu andando, o que deu início a uma perseguição pelo canavial. “Ele a perseguiu pelo canavial, dando voltas [de caminhonete]. A partir das 6h, ele veio no sentido da cidade, onde praticou os outros atropelamentos. Agora entendemos a demora do primeiro crime para o segundo”, disse.
Por volta de 6h da manhã, ela conseguiu pedir ajuda por telefone ao irmão e aos amigos de uma fazenda. Ela permanece internada em Colíder.
Depois de deixar a primeira vítima para trás, o suspeito foi flagrado atropelando uma adolescente de 15 anos. Ela consegue se levantar e sai correndo pela Rua Lucílio Carrara, enquanto Emanuel foge do local sem prestar socorro. À polícia, a adolescente contou que viu o motorista virando o volante para atingi-la. Pouco depois, ela foi levada ao hospital com ajuda do próprio pai.
Na sequência, em questão de 13 minutos, Emanuel rodou pela cidade de caminhonete a procura de mais vítimas. No caminho, encontrou Nathaly Gonçalves. O delegado informou que não se sabe se ele já a atropelou antes ou desceu do veículo para atacar Nathaly. Ele a colocou inconsciente no carro e partiu em direção à BR-163, onde aconteceu o acidente em que os dois morreram em uma batida contra uma carreta.
As vítimas não tinham qualquer ligação com o suspeito, de acordo com o delegado. “Ele estava provavelmente em surto, ou por uso de drogas ou medicamentos, mas temos que esperar os laudos. Ele escolheu as vítimas de forma aleatória. Elas não tinham nenhuma ligação com ele. E ele estava há pouco tempo na cidade e não tinha histórico violento”, disse.
Fonte: DA REPORTAGEM
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