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Justiça define regras para o júri popular de irmãos que mataram filha de deputado
16 de Janeiro de 2026 as 12h 43min
Raquel foi morta em sua própria casa – Foto: Divulgação
A 3ª Vara da Comarca de Nova Mutum definiu as regras para a cobertura e divulgação de informações do julgamento dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, réus pela morte de Raquel Cattani. O Tribunal do Júri será na próxima quinta (22), presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski.
Raquel Cattani, produtora rural em Nova Mutum e filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), de acordo com a denúncia, foi assassinada a facadas em sua própria residência, no dia 18 de julho de 2025.
Rodrigo, seu ex-cunhado, é acusado de ser o autor dos golpes, ao passo em que o ex-marido dela, Romero, seria o autor intelectual do crime, num caso de grande repercussão pública. As medidas buscam garantir segurança, ordem, imparcialidade dos jurados e respeito à dignidade da vítima, esclareceu o tribunal.
A capacidade de público externo do plenário é limitada a 60 pessoas, conforme orientação do Corpo de Bombeiros. Por isso, o acesso do público e da imprensa será controlado com 10 vagas, e o uso de aparelhos eletrônicos será restrito.
Não será permitido o trabalho jornalístico dentro do plenário. Informações sobre o andamento da sessão só poderão ser repassadas fora do ambiente interno, por meio de ligações ou registros externos. Outras 25 vagas serão reservadas para familiares e pessoas próximas da vítima e dos réus. Para o público em geral, foram reservadas 25 vagas. As inscrições devem ser feitas até as 14h do dia 20 através do telefone disponível no site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Caso o número de interessados seja maior que o de vagas, também haverá sorteio.
Está proibido o uso de celulares, notebooks, gravadores e outros aparelhos eletrônicos dentro do plenário. A regra vale para todos, exceto magistrada, advogados, servidores e demais profissionais que atuam diretamente no processo. O controle será feito pela Polícia Militar, com uso de detectores de metal. A decisão também proíbe manifestações públicas de autoridades durante o julgamento, para evitar interferências e garantir a imparcialidade dos jurados. O acesso ao saguão será permitido apenas a pessoas previamente autorizadas.
Fonte: DA REPORTAGEM
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