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Justiça determina nova perícia de valor em fazenda arrematada por R$ 130 milhões
24 de Maio de 2026 as 12h 10min
Avaliação deve ser concluída em até 60 dias – Foto: Divulgação
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve o leilão judicial da Fazenda Santa Emília, em Chapada dos Guimarães, e rejeitou os principais pedidos para anular a arrematação. O caso envolve a transferência da propriedade da Camponesa Agropecuária, da família Wurzius, para o banco BTG, em 2018, por R$ 130,5 milhões.
Apesar disso, o cálculo do crédito usado pelo banco na arrematação ainda está em discussão. O tribunal determinou uma nova perícia para verificar se cerca de R$ 75 milhões, incluídos no total de aproximadamente R$ 130 milhões usados no lance, estavam corretos na data do leilão, realizado em 6 de abril de 2018. A empresa Deloitte já foi nomeada para realizar a nova perícia, que deve ser concluída em até 60 dias.
O tribunal também destacou que, mesmo que seja encontrada diferença nos valores usados no lance, isso não seria suficiente para anular a arrematação. Nesse caso, a questão poderia ser resolvida por meio de indenização por perdas e danos.
Na decisão, os desembargadores entenderam que parte dos argumentos já havia sido analisada anteriormente e, por isso, não poderia ser reavaliada. O tribunal também concluiu que não houve irregularidades no procedimento e considerou legítimo o uso dos créditos pelo banco, já que as penhoras constavam na matrícula do imóvel desde 2009 e nunca haviam sido contestadas pela Camponesa.
Entre os pedidos negados pelo tribunal estão: alegações de preço abaixo do mercado; intervalo curto entre as etapas do leilão; falta de intimação da Camponesa; nulidade da hipoteca; e uso irregular de créditos pelo banco.
A disputa, que começou há quase 30 anos, passou pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e é acompanhada de perto por juristas e pelo agronegócio por envolver discussões sobre validade de leilões judiciais e proteção ao arrematante.
Atualmente, segundo um laudo técnico anexado ao processo pelos antigos proprietários, a área estaria avaliada em cerca de R$ 2 bilhões. Hoje, as terras estão arrendadas a produtores rurais da região.
Fonte: DA REPORTAGEM
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