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Manejo correto da dessecação é decisivo para garantir eficiência na colheita da soja
18 de Março de 2026 as 06h 35min
Boas práticas para aumentar a eficácia dos herbicidas – Foto: Assessoria
Com a safra de soja 2025/26 se aproximando do fim em Mato Grosso, o manejo adequado da dessecação pré-colheita ganha protagonismo nas lavouras, principalmente porque o produtor corre para acertar a janela de plantio da safrinha de milho.
O estado, que lidera a produção nacional do grão, já colheu cerca de 80% da área plantada, com destaque para as regiões Médio-Norte, Oeste e parte do Norte, onde os trabalhos já foram concluídos. Nas demais regiões, as colheitadeiras seguem em ritmo intenso para finalizar a retirada da oleaginosa do campo.
Nesse momento decisivo da safra, a dessecação pré-colheita se torna uma prática estratégica para garantir maior eficiência operacional, reduzir perdas e assegurar melhor qualidade dos grãos. Quando associada a uma boa tecnologia de aplicação e ao uso de adjuvantes, a operação pode trazer ganhos significativos ao produtor.
De acordo com Jorge Silveira, engenheiro agrônomo e coordenador comercial da Sell Agro, empresa especialista em tecnologias para aplicação no agronegócio, a dessecação tem como principal objetivo uniformizar o processo de secagem da lavoura, facilitando a colheita.
“A dessecação pré-colheita na soja tem por objetivo principal uniformizar e padronizar a secagem das plantas e dos grãos, permitindo uma operação mais rápida e eficiente. Além disso, traz outros benefícios importantes, como maior rendimento operacional, redução de perdas, controle de plantas daninhas, menor presença de impurezas e grãos mais uniformes, o que também facilita o armazenamento”, explica.
Apesar de amplamente utilizada, a dessecação ainda apresenta falhas de manejo em muitas propriedades. Um dos erros mais críticos, segundo o especialista, é realizar a aplicação antes de a lavoura atingir a maturidade fisiológica.
“O pior equívoco é dessecar a cultura antes de ela apresentar maturidade fisiológica. Isso pode acarretar perdas consideráveis de produtividade e também prejudicar a qualidade dos grãos, principalmente quando a área é destinada à produção de sementes”, alerta o especialista.
Esse estágio é alcançado em R7, quando os grãos já completaram o acúmulo máximo de matéria seca e não há mais ganho de produtividade, mesmo que a planta ainda esteja verde em algumas partes.
A escolha incorreta do herbicida ou da dose aplicada também pode comprometer os resultados da operação e afetar o controle de plantas daninhas. “Quando esse manejo não é eficiente, as invasoras interferem diretamente na colheita, aumentam as impurezas nos grãos e elevam as perdas durante a operação. Além disso, podem deixar a área com alta infestação para a cultura subsequente”, destaca Silveira.
Outro fator determinante para o sucesso da dessecação são as condições climáticas no momento da aplicação. Temperatura, umidade e velocidade do vento influenciam diretamente a eficiência da pulverização e a absorção do produto pelas plantas.
“As condições ambientais têm influência direta na eficiência da operação. Para obter bons resultados, o ideal é trabalhar com vento entre 3 e 10 km/h, temperaturas entre 20°C e 30°C e umidade relativa acima de 50%. Também é importante evitar aplicações com excesso de orvalho ou quando há previsão de chuva logo após a operação”, explica o engenheiro agrônomo.
Além do clima, a tecnologia de aplicação é determinante para o sucesso da dessecação. “A escolha correta da taxa aplicada, do tipo de ponta de pulverização e da pressão de trabalho são fundamentais para uma operação bem-sucedida e com menor risco ambiental”, afirma Silveira.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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