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Quinta Feira, 19 de Fevereiro de 2026

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Mato Grosso quer dobrar educação técnica até 2026

16 de Julho de 2025 as 05h 12min

A meta é atingir 63 municípios até o final do ano que vem - Foto: Assessoria

O Governo do Estado anunciou um plano ambicioso: dobrar a oferta de educação técnica e profissional em 63 municípios até 2026. O investimento inclui parcerias com instituições públicas e privadas, e pode ser um divisor de águas na formação profissional dos jovens mato-grossenses. 

A proposta do Governo de expandir a educação técnica e profissional para mais de 60 municípios até 2026 não chega como novidade revolucionária, é uma resposta um pouco tardia, mas muito necessária a um problema estrutural: a escassez de mão de obra qualificada no estado. A medida, se executada com rigor técnico e alinhamento às necessidades regionais, pode ser um ponto de inflexão no desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso.

Hoje, apenas 6.175 estudantes estão matriculados em cursos técnicos das 17 Escolas Estaduais, espalhadas por 28 cidades. Um número claramente insuficiente diante das exigências cada vez mais complexas do mercado, especialmente em áreas como agropecuária, energias renováveis, biotecnologia e automação industrial. Não se trata apenas de ensinar, mas de formar profissionais prontos para operar máquinas, inovar processos e alimentar cadeias produtivas com conhecimento prático.

A verticalização do ensino, proposta pela Seciteci em parceria com a Unemat, é uma tentativa interessante de encurtar a trajetória entre o curso técnico e a graduação. Isso pode acelerar o ingresso no mercado de trabalho, mas demanda atenção redobrada quanto à qualidade e à coerência dos currículos. Não adianta criar uma escada se os degraus estiverem tortos.

Por trás das metas, há um desafio silencioso: evitar que a expansão seja apenas estatística. Abrir vagas não basta. É preciso criar cursos com base em dados reais, que reflitam as vocações econômicas das regiões. Cursos ociosos ou sem aderência ao mercado representam desperdício de tempo, dinheiro e esperança.

A articulação entre a Seduc, a Seciteci, o Sistema S e instituições como o IFMT e a Unemat sinaliza um caminho mais coordenado, mas a execução será o verdadeiro teste. A Lei nº 12.521/2024, que criou o Programa Estadual de Qualificação Profissional, oferece instrumentos legais e financeiros importantes, mas sem gestão eficiente e acompanhamento sério, esses instrumentos viram letra morta.

No fundo, trata-se de um movimento pragmático: Mato Grosso, com uma das economias mais vibrantes do país, não pode continuar dependendo de profissionais de fora para tocar suas máquinas e liderar suas frentes tecnológicas. Ou o estado forma seus próprios especialistas, ou continuará tropeçando no próprio crescimento.

Dobrar a educação técnica, portanto, não é apenas uma meta administrativa. É uma corrida contra o tempo para qualificar a juventude, reduzir desigualdades regionais e garantir que o futuro promissor de Mato Grosso seja sustentado por cérebros formados aqui — e não apenas por commodities exportadas para fora.

Fonte: DA REPORTAGEM

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