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Terça Feira, 16 de Junho de 2026

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Mauro Mendes critica atuação de Sérgio Ricardo no TCE-MT

16 de Junho de 2026 as 05h 24min

Declarações reacendem debate sobre atuação do TCE - Assessoria

O ex-governador Mauro Mendes (União) criticou a forma como o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, tem conduzido fiscalizações recentes em obras públicas do estado, como as inspeções na MT-170 e no sistema BRT de Cuiabá.

Durante conversa com a imprensa, Mauro afirmou que as ações têm extrapolado o caráter técnico esperado de um integrante da Corte de Contas e questionou a exposição pública adotada pelo conselheiro.

“A Constituição de Mato Grosso equipara um conselheiro do Tribunal de Contas a um desembargador, garantindo as mesmas prerrogativas e também as mesmas vedações. Não precisa fazer papagaiada, não precisa fazer circo para mostrar problemas”, declarou.

As críticas ocorrem após Sérgio Ricardo divulgar vídeos, realizar transmissões e fazer manifestações públicas durante vistorias em obras e contratos sob análise do tribunal. Em algumas ocasiões, o presidente do TCE também antecipou avaliações sobre situações que ainda estão em fase de apuração.

Para Mauro Mendes, a legislação impõe limites à atuação pública de integrantes da Corte, especialmente quando os processos ainda não tiveram julgamento definitivo.

“Um conselheiro do Tribunal de Contas não pode ficar dando pronunciamento público ou emitindo juízo de valor antecipado de processo que está sob sua relatoria. Qualquer cidadão, qualquer governador e qualquer conselheiro é obrigado a cumprir a legislação”, afirmou.

O ex-governador também destacou que o papel do TCE deve ser exercido com foco técnico, sem antecipação de conclusões ou exposição prévia de relatórios e investigações.

Sobre as críticas feitas às obras estaduais, Mauro argumentou que o Governo já notificou as empresas responsáveis pelos contratos e que os problemas identificados estão sendo corrigidos dentro das garantias previstas na legislação.

“As empreiteiras já foram notificadas e retornaram aos trechos para refazer os serviços necessários. Existem mecanismos legais para exigir a correção e garantir a qualidade das obras”, concluiu.

Fonte: DA REPORTAGEM

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