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Mulheres são maioria nas urnas, mas ainda a minoria no poder
03 de Fevereiro de 2026 as 05h 11min
Cerca de 51% dos eleitores aptos em MT são mulheres – Foto: Reprodução
Embora formem a maior parte do eleitorado em Mato Grosso, as mulheres ainda enfrentam barreiras para transformar presença nas urnas em ocupação efetiva de cargos políticos. Levantamento do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) aponta que, dos cerca de 2,54 milhões de eleitores aptos, aproximadamente “51% são mulheres”, frente a “49% de homens”.
A vantagem numérica, no entanto, não se reflete nos resultados das eleições nem na composição dos principais postos de poder no Estado. O contraste aparece com mais força ao se observar os dados das eleições municipais de 2024 e das gerais de 2022.
No pleito municipal mais recente, 3.902 mulheres disputaram cargos eletivos, mas apenas 318 conseguiram se eleger. Nas Câmaras Municipais, houve avanço: 274 vereadoras conquistaram mandato, crescimento de 21% em relação a 2020.
Mesmo assim, elas ocupam somente cerca de “20% das 1.404 vagas” disponíveis no Legislativo municipal. No Executivo local, o espaço feminino é ainda mais restrito. Apenas 13 mulheres foram eleitas prefeitas em 2024, número inferior ao registrado na eleição anterior, quando 15 chegaram ao cargo máximo dos municípios.
As vice-prefeituras apresentaram leve melhora, com 31 mulheres eleitas, sendo 30 no primeiro turno e a confirmação da coronel Vânia no segundo turno, em Cuiabá.
Quando o recorte avança para as eleições gerais, a disparidade se amplia. Em 2022, nenhuma mulher foi eleita governadora ou senadora por Mato Grosso.
O Palácio Paiaguás seguiu sob comando masculino com a reeleição de Mauro Mendes (União), enquanto o Senado foi ocupado por Wellington Fagundes (PL).
A principal candidatura feminina ao governo, da ex-primeira-dama Márcia Pinheiro (PV), terminou em segundo lugar.
Na Câmara dos Deputados, apenas duas mulheres conquistaram vaga entre as oito cadeiras do Estado: Amália Barros (in memoriam) e Coronel Fernanda (PL).
A desigualdade é ainda mais visível na Assembleia Legislativa. Entre as 24 cadeiras da ALMT, somente uma é ocupada por mulher: a deputada Janaína Riva (MDB).
Apesar disso, ela foi “a parlamentar mais votada do Estado” no último pleito, evidenciando o descompasso entre desempenho eleitoral e espaço político.
Os números reforçam que, mesmo sendo maioria no eleitorado, as mulheres ainda seguem sub-representadas nos centros de decisão do poder em Mato Grosso.
Fonte: DA REPORTAGEM
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