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Sábado, 07 de Fevereiro de 2026

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Onde existe uma liderança forte, o solo (da empresa) permanece produtivo

24 de Janeiro de 2026 as 08h 40min

O agronegócio brasileiro vive um momento de transformação profunda. Máquinas mais inteligentes, decisões baseadas em dados, mercados exigentes e uma velocidade de mudança que não dá trégua nem para os empresários rurais mais atentos. Mas, em meio a tanta tecnologia, um desafio silencioso tem tirado o sono dos gestores: a convivência entre gerações e a dificuldade de formar e reter equipes qualificadas. Uma situação que se repete em todos os segmentos do mercado de trabalho.

De fazendas a cooperativas, de agroindústrias a revendas, do comércio à prestação de serviços, o discurso que se ouve: “A geração Z não tem comprometimento”, “não para um na empresa”, “não aceitam cobranças”, “não querem responsabilidade”, “não querem pegar no pesado”, “não querem liderança”.

As queixas ecoam por todos os setores, mas pouco adianta reclamar!  O fato é que o campo mudou, o mercado mudou e as pessoas também. Antes de apontar o dedo, é preciso olhar para dentro!

É claro, que é sempre mais fácil culpar o jovem do que encarar que o mercado de trabalho mudou. A nova geração chega com expectativas diferentes, outra relação com o tempo, com propósito e com a forma de trabalhar. E isso exige que empresários e líderes façam perguntas incômodas, porém necessárias: O que tenho feito, como empresário, para lidar com esse novo cenário? (ou) Como estou preparando minha liderança para receber e desenvolver esses jovens? (e ainda) Estou realmente aproveitando o melhor de cada geração ou apenas reforçando conflitos?

No agro, sabemos que não adianta reclamar da chuva ou da seca. É preciso agir, apesar das condições adversas do tempo. Com gente é igual!

O mundo está mudando em ritmo acelerado, e tentar gerir pessoas com práticas antigas é como insistir em plantar sem ficar de olho no tempo. Não existe receita mágica, mas existem caminhos claros para fortalecer equipes, reduzir turnover e aumentar produtividade, seja no campo ou no escritório. Nesse cenário, separo algumas indicações importantes:

Desenvolva a liderança: grande parte das demissões não acontece por causa da empresa, mas por causa da liderança. No agro e outros segmentos, é comum promover para gestor quem é excelente tecnicamente: o melhor operador, o melhor vaqueiro, o melhor tratorista, o melhor analista, o melhor contador. Mas ser bom tecnicamente não significa saber liderar.

É preciso, com urgência, desenvolver competências, como: liderança situacional, liderança intergeracional, comunicação assertiva e gestão de conflitos.

Líder preparado retém talentos, aumenta engajamento e melhora resultados.

Desenvolver equipes técnicas e operacionais: Treinar equipes sobre cultura, comportamento e técnica cria times mais seguros, produtivos e preparados para assumir novas responsabilidades. Além disso, forma sucessores e reduz dependência de poucos colaboradores-chave.

Avaliar desempenho com método:  Avaliação não é cobrança, é gestão. Quando feita com clareza e periodicidade, identifica lacunas, orienta desenvolvimento e fortalece a confiança entre líder e equipe.

Estruturar a área de RH, até mesmo em empresas pequenas:  RH não é luxo, é estratégia. Contratar bem, treinar, reter, resolver conflitos e cuidar do clima organizacional impacta diretamente na produtividade, segurança e resultados na empresa.

Organizar processos: processos claros reduzem erros, aceleram decisões e facilitam o crescimento. Empresas que documentam rotinas e padronizam tarefas ganham eficiência e atraem profissionais melhores.

Se queremos uma empresa forte, competitiva e sustentável, precisamos olhar para as pessoas com a mesma atenção que damos aos investimentos em correção de solo, na manutenção de máquinas e nas estratégias e inovações tecnológicas. 

E talvez o maior diferencial competitivo do seu negócio esteja na forma como você desenvolve e lidera as pessoas que fazem tudo acontecer.

IZABELA SEFRIN É MENTORA DE GESTÃO E LIDERANÇA, COACH E DIRETORA EXECUTIVA NA SOMOOS – DESENVOLVIMENTO HUMANO E ESTRATÉGICO

Fonte: IZABELA SEFRIN

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