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Terça Feira, 29 de Setembro de 2026

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Pesquisa da UFMT Sinop investigará impactos de agrotóxicos na saúde materno-fetal

30 de Julho de 2026 as 12h 29min

Pesquisa terá início a partir de 2027 – Foto: Divulgação

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) campus Sinop – em parceria com o campus de Barra do Garças – dará início a um projeto que busca avaliar os impactos da exposição a agrotóxicos amplamente utilizados no bioma Amazônico sobre a saúde de mães e filhos, ao mesmo tempo em que estrutura uma infraestrutura de pesquisa multiusuária em saúde na Amazônia mato-grossense.

Intitulado “Infraestrutura Estratégica em Saúde na Amazônia Mato-Grossense: agrotóxicos e risco materno-fetal”, o projeto é coordenado pelo professor do Instituto de Ciências da Saúde (ICS), Júlio Cezar de Oliveira, e teve recursos aprovados em edital.

O estudo pretende qualificar a avaliação de risco toxicológico e ampliar a base científica necessária para decisões mais seguras em saúde pública, com foco em áreas de intensa atividade agrícola da Amazônia Legal.

Os recursos serão investidos principalmente na aquisição de equipamentos de alto custo, para análises farmacocinéticas, morfofisiológicas, toxicológicas, imunológicas, moleculares e celulares, além de bolsas de fixação e capacitação de recursos humanos e material de consumo.

O projeto será desenvolvido em Sinop, nos laboratórios de pesquisa do Campus, e em Barra do Garças, em parceria com o Campus do Araguaia. “A região é marcada pela grande produção agrícola e intenso uso de agrotóxicos, e a equipe pretende investigar a associação entre a exposição a esses compostos durante o desenvolvimento e o risco de doenças crônicas, bem como repercussões metabólicas em longo prazo e a presença de disruptores endócrinos em tecido placentário”, destaca o professor.

A pesquisa será conduzida em duas frentes: um modelo experimental exposto a baixas doses de herbicidas, como o glifosato, e análises de amostras de placenta humana. Os primeiros resultados são esperados em até 36 meses após a liberação dos recursos.

Entre os impactos previstos está a possibilidade de subsidiar avaliações de risco mais precisas e apoiar a revisão de parâmetros regulatórios sobre o uso de agrotóxicos, como a ingestão diária aceitável (IDA), além de fortalecer a integração entre graduação, pós-graduação e comunidade externa em temas ligados à saúde pública e desenvolvimento regional.

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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