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Sexta Feira, 20 de Fevereiro de 2026

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PL enfrenta ruídos sobre possível aliança com MDB

20 de Fevereiro de 2026 as 11h 05min

Impasse ocorre em um momento decisivo – Foto: Assessoria

A discussão sobre uma eventual aliança entre PL e MDB em Mato Grosso abriu fissuras internas e revelou riscos estratégicos para o partido na corrida eleitoral. O deputado federal José Medeiros (PL) admitiu que o tema tem provocado “ruído” entre lideranças, especialmente diante da resistência de prefeitos e dirigentes municipais.

O impasse ocorre em um momento decisivo, quando o PL tenta consolidar dois projetos majoritários: a eleição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado. 

O problema, no entanto, vai além de divergências pontuais. Prefeitos do PL que enfrentaram o MDB nas eleições municipais de 2024 resistem à aproximação. Em cidades estratégicas como Várzea Grande e Rondonópolis, a disputa foi direta, o que fortaleceu rivalidades locais e ampliou a desconfiança em relação a um eventual acordo.

Outro elemento sensível envolve o vínculo familiar entre Wellington Fagundes e a deputada estadual Janaina Riva, presidente do MDB em Mato Grosso e pré-candidata ao Senado. A relação é vista por parte da base liberal como fator de conflito político e simbólico, sobretudo diante do posicionamento nacional do MDB, que integra a base do governo Lula.

Para o PL, o risco não se limita ao desconforto interno. 

Romper pontes com o MDB pode significar abrir mão de uma legenda com capilaridade municipal, tempo de televisão e estrutura eleitoral robusta. Em um cenário de fragmentação partidária, alianças estratégicas tendem a ser decisivas para sustentar campanhas majoritárias competitivas.

Por outro lado, insistir na aproximação pode aprofundar o desgaste entre lideranças locais e provocar fissuras que comprometam a mobilização da base. A equação é delicada: preservar coerência ideológica ou ampliar alianças pragmáticas para fortalecer o projeto estadual.

No caso de Wellington Fagundes, o isolamento partidário seria um fator de vulnerabilidade. Sem o apoio de legendas com densidade eleitoral, sua candidatura pode enfrentar dificuldades para ampliar palanques regionais e consolidar maioria. Em disputas majoritárias, a ausência de alianças robustas costuma limitar tempo de propaganda, estrutura de campanha e capilaridade nos municípios.

Medeiros minimiza o impasse e aposta na acomodação futura. Ainda assim, o episódio evidencia que o PL precisará equilibrar pragmatismo político e coesão interna para evitar que divergências estratégicas se transformem em fragilidade eleitoral.

Fonte: DA REPORTAGEM

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