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Quem será o novo governador de MT: Pivetta ou Fagundes?
03 de Outubro de 2026 as 04h 40min
Pivetta x Fagundes: um dos 2 será governador – Foto: Divulgação
Mato Grosso chega à véspera da eleição para governador diante de uma disputa que mudou de configuração ao longo de 2026. O senador Wellington Fagundes, do PL, começou o ano aparecendo à frente na maior parte dos levantamentos, enquanto o atual governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, iniciou a corrida em posição mais distante.
Com o avanço da campanha, porém, Pivetta reduziu a diferença, passou a aparecer numericamente à frente em parte das pesquisas e, nos levantamentos mais recentes, abriu vantagem sobre o adversário em algumas das principais sondagens divulgadas na reta final.
]A mudança ficou mais evidente nos últimos dias. Pesquisa do Instituto Veritá, realizada entre 20 e 24 de setembro e divulgada no dia 28, apontou Pivetta com 39,1% das intenções de voto, contra 32,3% de Wellington. Já uma nova rodada do Paraná Pesquisas, realizada entre 27 e 29 de setembro e divulgada em 30 de setembro, ampliou ainda mais a diferença: Pivetta apareceu com 46,4%, enquanto Wellington registrou 27,1%.
No levantamento do Paraná Pesquisas, a diferença entre os dois chegou a 19,3 pontos percentuais. Considerando apenas os votos válidos, Pivetta ficou com 51,6%, contra 30,1% de Wellington.
O cenário, entretanto, continua sem ser uniforme. Uma pesquisa estadual do instituto Povo e Poder, divulgada em 30 de setembro e realizada entre 19 e 27 de setembro, encontrou Wellington numericamente à frente, com 31,8%, contra 30,7% de Pivetta.
A reta final, portanto, passou a apresentar uma fotografia diferente daquela registrada pela Quaest em 25 de setembro. Se naquele levantamento Pivetta tinha 29% e Wellington 27%, dentro da margem de erro de três pontos, as pesquisas divulgadas posteriormente registraram diferenças maiores entre os dois candidatos.
1) WF NA FRENTE
No início de 2026, Wellington Fagundes aparecia com vantagem mais clara em alguns dos principais levantamentos. No Real Time Big Data, por exemplo, o senador tinha 37% contra 22% de Pivetta em março. Em junho, Wellington continuava na frente, com 35%, enquanto Pivetta tinha 19% em um cenário mais amplo.
A diferença começou a diminuir ao longo do primeiro semestre. Em julho, a pesquisa MT Dados já mostrava uma situação bastante diferente: Pivetta aparecia com 25,2%, contra 24,3% de Wellington. A margem de erro era de três pontos percentuais, o que caracterizava empate técnico. Naquele momento, 27% dos entrevistados ainda não haviam definido o voto.
A mudança também apareceu em outros levantamentos. No Paraná Pesquisas realizado em agosto, Pivetta tinha 39% e Wellington, 35%, novamente dentro da margem de erro. Já a Quaest, também em agosto, mostrava o movimento inverso: Wellington tinha 27%, contra 23% de Pivetta, igualmente em situação de empate técnico.
Ou seja, durante boa parte do ano, uma característica acompanhou a disputa: os institutos apresentavam fotografias diferentes do eleitorado.
2) DO APERTO À VANTAGEM
A primeira metade de setembro manteve essa divergência. O Real Time Big Data, com entrevistas realizadas entre 29 de agosto e 2 de setembro, apontou Wellington com 34% e Pivetta com 27%. No cenário de segundo turno entre os dois, o senador aparecia com 45%, contra 33% do governador.
Poucos dias depois, a AtlasIntel encontrou uma diferença menor no primeiro turno: Wellington tinha 34,4%, enquanto Pivetta registrava 30,8%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os dois estavam tecnicamente empatados.
A pesquisa Paraná Pesquisas, divulgada em 18 de setembro e realizada entre os dias 15 e 17, apresentou uma fotografia diferente. Pivetta apareceu com 42,4%, enquanto Wellington tinha 29,6%. No mesmo levantamento, o governador também aparecia à frente do senador em uma eventual disputa de segundo turno, com 49,1% contra 37,4%.
A pesquisa MT Dados, com entrevistas realizadas entre 11 e 17 de setembro, colocou Pivetta com 34% e Wellington com 26%. O levantamento registrou ainda 17% de eleitores indecisos e 5% de votos brancos ou nulos.
Na Quaest, realizada entre 21 e 24 de setembro, a distância voltou a ser pequena: Pivetta apareceu com 29%, contra 27% de Wellington. Com margem de erro de três pontos percentuais, os dois estavam tecnicamente empatados. A mudança mais significativa veio nos levantamentos divulgados nos últimos dias de setembro.
O Veritá, que entrevistou 1.220 eleitores entre 20 e 24 de setembro, apontou Pivetta com 39,1% e Wellington com 32,3%. No recorte de votos válidos, o governador registrou 44,1%, contra 36,3% do senador.
Na nova pesquisa do Paraná Pesquisas, realizada entre 27 e 29 de setembro com 1.352 eleitores, Pivetta chegou a 46,4%, contra 27,1% de Wellington. Natasha Slhessarenko apareceu com 15,5%. Brancos, nulos e nenhum candidato somaram 5,2%, enquanto 4,7% não souberam ou não opinaram. A margem de erro estimada foi de 2,7 pontos percentuais.
O resultado representa uma diferença de 19,3 pontos entre os dois primeiros colocados. Nos votos válidos, Pivetta alcançou 51,6%, contra 30,1% de Wellington.
A sequência, entretanto, não eliminou completamente a divergência entre os institutos. O levantamento do Povo e Poder, com 1.200 entrevistados, encontrou Wellington com 31,8% e Pivetta com 30,7%, diferença de 1,1 ponto percentual.
3) PIVETTA À FRENTE
A pesquisa mais recente do Paraná Pesquisas também chama atenção pela evolução em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto. Na pesquisa divulgada em 18 de setembro, Pivetta tinha 42,4%, contra 29,6% de Wellington. Na rodada seguinte, realizada entre 27 e 29 de setembro, o governador passou para 46,4%, enquanto o senador ficou em 27,1%. A diferença, que era de 12,8 pontos na rodada anterior, passou para 19,3 pontos.
Também houve mudança no recorte dos votos válidos. Pivetta passou de uma situação de liderança numérica no cenário estimulado para 51,6% dos votos válidos na nova rodada, enquanto Wellington ficou com 30,1%. Natasha registrou 17,2% nesse recorte.
A pesquisa espontânea também mostrou uma diferença significativa: Pivetta apareceu com 33,1%, Wellington com 14,9% e Natasha com 8,6%. O conjunto dos levantamentos mais recentes, portanto, passou a apresentar uma distância maior entre os dois principais candidatos em parte das pesquisas, embora ainda haja resultados que apontam para uma disputa mais equilibrada.
4) SEM 2º TURNO?
As novas pesquisas também alteraram a fotografia dos cenários de segundo turno. Na Quaest de setembro, Wellington aparecia à frente de Pivetta, com 41% contra 36%. Como a margem de erro era de três pontos percentuais, a diferença estava dentro do intervalo de variação da pesquisa.
Já o Paraná Pesquisas realizado entre 27 e 29 de setembro mostrou Pivetta com 53,1% contra 34,6% de Wellington em um eventual segundo turno. No levantamento anterior do mesmo instituto, divulgado em 18 de setembro, Pivetta também aparecia à frente, com 49,1% contra 37,4% de Wellington.
A AtlasIntel, por sua vez, havia encontrado Wellington numericamente à frente, com 40,4% contra 36,9% de Pivetta, dentro da margem de erro de três pontos percentuais. O MT Dados também havia registrado vantagem de Pivetta em um confronto direto, com 38% contra 28% de Wellington.
Assim como no primeiro turno, os levantamentos apresentam diferenças importantes. A principal novidade da reta final é que a pesquisa mais recente do Paraná Pesquisas encontrou uma vantagem de 18,5 pontos para Pivetta no confronto direto, enquanto levantamentos anteriores haviam mostrado desde vantagem de Wellington até diferenças menores favoráveis ao governador.
5) CONTINUIDADE
Enquanto os números mudavam, as campanhas também foram definindo estratégias diferentes. Candidato à reeleição, Pivetta construiu boa parte da campanha em torno da continuidade da gestão que iniciou ao lado do ex-governador Mauro Mendes e que passou a comandar diretamente após a saída de Mendes.
Na propaganda eleitoral, o governador destacou investimentos em infraestrutura, agronegócio, agricultura familiar, educação, saúde e programas sociais. Em um dos programas exibidos em setembro, sua campanha apresentou como legado a construção de milhares de quilômetros de estradas e investimentos na agricultura familiar.
Para um eventual segundo mandato, Pivetta passou a apresentar propostas como novos investimentos em infraestrutura, construção de escolas, hospitais e moradias, além de medidas nas áreas de segurança, educação e geração de empregos.
Na reta final, o governador também passou a utilizar os resultados favoráveis de algumas pesquisas na comunicação eleitoral. A campanha do governador elevou ainda o tom das críticas ao adversário. Em uma inserção, Pivetta explorou o apoio de prefeitos filiados ao PL que declararam apoio à sua candidatura. A Justiça Eleitoral determinou a retirada da peça por excesso de exposição desses prefeitos.
6) CRÍTICAS À GESTÃO
Do outro lado, WF adotou uma linha de campanha baseada na apresentação de uma alternativa à administração estadual. O senador passou a explorar temas como incentivos fiscais, infraestrutura, serviços públicos, saúde, segurança, agricultura familiar e situação das rodovias.
No horário eleitoral, Wellington criticou a política de incentivos fiscais do Estado e questionou as contrapartidas oferecidas por empresas beneficiadas. Também apresentou propostas voltadas à agricultura familiar, reestruturação da Empaer, conclusão do BRT, concursos públicos e pagamento de valores atrasados a servidores, entre outras medidas.
A campanha também procurou associar o candidato à sua trajetória política e à participação em projetos de infraestrutura e obras realizadas em Mato Grosso. Na reta final, WF continuou direcionando boa parte de seus ataques à administração de Pivetta.
No último debate antes da eleição, realizado pela TV Centro América em 29 de setembro, Pivetta e Wellington voltaram a protagonizar o confronto, com discussões envolvendo incentivos fiscais, trajetória política e declarações feitas durante a campanha.
A eleição chega, portanto, aos últimos dias com uma mudança importante em relação à fotografia apresentada no início da semana: embora ainda existam pesquisas apontando equilíbrio, os levantamentos mais recentes do Veritá e, principalmente, do Paraná Pesquisas mostram Pivetta com vantagem maior sobre Wellington. A diferença entre os institutos permanece como um dos elementos centrais da disputa até a abertura das urnas.
Fonte: CLEMERSON SM
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