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Terça Feira, 28 de Julho de 2026

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S800 e S820 da Supra Sementes: mais produtividade, mais rentabilidade e menor investimento por saca produzida

28 de Julho de 2026 as 04h 29min

Novos híbridos de milho da Supra Sementes foram apresentados em Sinop – Foto: José Roberto Gonçalves

A agricultura brasileira vive um novo momento. Com a expansão das usinas de etanol de milho, aumento da demanda interna e externa e pouca possibilidade de abertura de novas áreas agrícolas, o desafio deixou de ser produzir mais hectares. Agora, a missão é produzir mais na mesma área.

Foi justamente para atender essa nova realidade que a Supra Sementes, marca do Grupo GDM, apresentou na noite da última quinta-feira (23), em Sinop, os híbridos S800 VIP3 e S820 VIP3, materiais desenvolvidos especialmente para as condições do Cerrado brasileiro e que prometem elevar a produtividade sem exigir aumento de área cultivada.

Não por acaso, o conceito apresentado pela empresa durante o lançamento foi simples: aumentar a produtividade e a rentabilidade sem ampliar custos com novas áreas. Em outras palavras, fazer com que cada hectare produza mais sacas, reduzindo o custo por unidade produzida e aumentando a eficiência da propriedade rural. Esse cenário coloca a genética no centro das decisões do agricultor, principalmente em um Estado como Mato Grosso, onde a segunda safra se tornou protagonista da renda das fazendas.

Segundo o líder de milho da Supra Sementes, Marcelo Salles, não foi por acaso que Sinop foi escolhida para receber um dos primeiros eventos de lançamento do país. “A BR-163 é praticamente a Faria Lima do agronegócio brasileiro. Mato Grosso é o maior produtor de milho do país, e o eixo da BR-163 concentra produtores extremamente tecnológicos, que buscam inovação e implementam rapidamente novas tecnologias. É por isso que a gente faz questão de começar nossos lançamentos por aqui”, destacou.

PRODUZINDO MAIS

O avanço da agroindustrialização, principalmente com a expansão das usinas de etanol de milho no Centro-Oeste, exige um aumento contínuo da oferta de grãos. Para Marcelo Salles, a resposta passa obrigatoriamente pelo melhoramento genético.

“Hoje as terras são limitadas. Não vamos abrir muito mais áreas. Então precisamos produzir mais na mesma terra. Esse é justamente o papel da genética. O melhoramento genético faz parte do DNA da GDM e da Supra Sementes. Quando essa genética se une ao manejo eficiente que o produtor desenvolveu nos últimos anos, o resultado é um salto enorme de produtividade”, afirmou.

Segundo ele, o ganho obtido nos últimos anos mostra que o investimento em pesquisa vem transformando a realidade das lavouras brasileiras.

“Quando imaginávamos colher 226 sacas por hectare em uma segunda safra? Isso representa uma verdadeira quebra de paradigma. Essa combinação entre genética e manejo vai permitir atender a demanda crescente por milho, tanto para exportação quanto para as plantas de etanol que estão sendo instaladas no Brasil”, explicou.

O executivo destaca ainda que a empresa continua investindo fortemente em pesquisa justamente para acompanhar as novas exigências do mercado, inclusive olhando para segmentos como biocombustíveis e combustíveis sustentáveis.

“Nosso objetivo principal continua sendo entregar ao produtor um híbrido que produza mais, com estabilidade e segurança. Produzindo mais grãos, conseguimos atender todas essas novas demandas da indústria”, ressaltou.

UMA NOVA REALIDADE

Os dois híbridos chegam ao mercado para atender perfis complementares de lavouras, mas compartilham um mesmo objetivo: entregar alto potencial produtivo aliado à estabilidade, sanidade e segurança ao produtor.

O S820 VIP3 foi desenvolvido especialmente para a abertura da janela de semeadura. Entre seus diferenciais estão o elevado potencial produtivo, excelente arranque inicial, rápida emergência, sanidade foliar e de grãos, além da alta expansão de espiga. O híbrido também apresenta elevada tolerância ao complexo de molicutes, característica cada vez mais valorizada pelos produtores diante dos desafios enfrentados nas últimas safras.

Já o S800 VIP3 chega ao mercado voltado para ambientes de maior investimento e alto teto produtivo. O material reúne excelente qualidade de colmo e grãos, elevada estabilidade agronômica e robusto pacote fitossanitário, além de apresentar elevada tolerância ao complexo de molicutes e proteção proporcionada pela tecnologia VIP3 contra uma das principais pragas da cultura do milho, a lagarta-do-cartucho.

Durante a apresentação técnica realizada em Sinop, a equipe da Supra destacou que os materiais foram desenvolvidos justamente para reduzir um dilema histórico enfrentado pelo agricultor: escolher entre alta produtividade ou segurança produtiva. A proposta da empresa é entregar ambos os atributos em um único híbrido, permitindo que o produtor mantenha elevado desempenho mesmo diante das oscilações climáticas e da pressão de doenças.

TECNOLOGIA QUE CHEGA AO CAMPO

Para o gerente de Marketing da Supra Sementes, Pedro Duque, lançar um novo híbrido vai muito além de apresentar um produto ao mercado. O desafio é fazer com que o agricultor compreenda exatamente como cada material deve ser utilizado dentro da propriedade para extrair seu máximo potencial.

“O nosso papel é aproximar cada vez mais o produtor da tecnologia. Mais do que conhecer o produto, queremos que ele entenda tecnicamente como posicioná-lo dentro da fazenda, considerando todas as adversidades que podem surgir nas próximas safras. É isso que gera valor para o agricultor”, afirmou.

Segundo ele, esse trabalho de aproximação também passa pela comunicação. “Quando mostramos a tecnologia que existe dentro do campo, mostramos também a importância do produtor para o desenvolvimento do país. O agro gera empregos, movimenta a economia e coloca o Brasil em posição de destaque no cenário mundial”, destacou.

MILHO NÃO É MAIS SAFRINHA

O desenvolvedor de produtos da GDM, Wagner Justianiano, lembra que a realidade do milho mudou completamente nos últimos anos em Mato Grosso. “Quando cheguei ao Estado, há cerca de 14 anos, o milho era realmente uma safrinha, com baixa rentabilidade. Hoje isso mudou completamente. Com a chegada das usinas de etanol, principalmente nos últimos cinco anos, o milho ganhou protagonismo e, em muitos casos, já apresenta margem superior à própria soja”, afirmou.

Segundo ele, o crescimento do consumo interno reduziu custos logísticos, fortaleceu o mercado regional e estimulou o produtor a investir em materiais cada vez mais produtivos.

“Hoje o agricultor praticamente não sobrevive sem uma boa segunda safra. Esses novos híbridos chegam exatamente para aumentar essa rentabilidade e oferecer mais segurança à produção. O produtor consegue produzir mais e melhorar seus resultados utilizando a mesma área”.

Na avaliação de Justianiano, essa mudança de cenário transformou também a forma como o produtor escolhe seus híbridos. Se antes a preocupação era apenas colher bem, hoje entram na conta fatores como estabilidade, sanidade, resistência a doenças e retorno econômico por hectare cultivado.

ESCOLHA POR SINOP

A realização do lançamento em Sinop também seguiu critérios técnicos e logísticos. Conforme Justianiano, Mato Grosso responde por praticamente metade da produção nacional de milho segunda safra, e os municípios localizados ao longo da BR-163 concentram alguns dos maiores níveis de investimento em tecnologia agrícola do país.

“Sinop reúne localização estratégica, excelente logística e facilidade de acesso para produtores de municípios como Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso. Era o local ideal para apresentar ao mercado os primeiros lançamentos da genética Supra”, explicou.

Marcelo Salles acredita que o lançamento representa apenas o início de uma nova fase da Supra Sementes no mercado brasileiro. Segundo ele, a empresa pretende acelerar a entrega de novos materiais desenvolvidos especificamente para as condições do Cerrado.

“O melhoramento genético faz parte do nosso DNA. Estamos ouvindo o produtor, entendendo as novas demandas do campo e transformando isso em genética. O compromisso da Supra é entregar materiais que aumentem a produtividade, tragam estabilidade e permitam que o agricultor produza cada vez mais na mesma área”.

Com investimento crescente em pesquisa, centros de desenvolvimento distribuídos em diferentes regiões produtoras do país e uma estratégia voltada às condições do agro tropical, a Supra aposta que os híbridos S800 VIP3 e S820 VIP3 chegam ao mercado justamente no momento em que o milho deixa definitivamente de ser apenas uma safrinha para assumir papel central na rentabilidade das propriedades rurais.

Fonte: JOSÉ ROBERTO GONÇALVES E CLEMERSON MENDES

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