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Terça Feira, 02 de Junho de 2026

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Silval pede parcelamento de sua dívida e rebate cobrança da PGR

02 de Junho de 2026 as 10h 59min

Defesa nega má-fé e contesta valor atualizado - Foto: Assessoria

O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, voltou ao centro de uma disputa judicial envolvendo o acordo de colaboração premiada firmado com a Justiça. A defesa contestou as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que houve inadimplência e má-fé no pagamento de R$ 23,4 milhões previstos no acordo.

Os advogados argumentam que Silval jamais se recusou a cumprir as obrigações assumidas e afirmam que houve negociações avançadas para a substituição do pagamento em dinheiro pela entrega de imóveis. Segundo a defesa, essas tratativas ocorreram com conhecimento e participação do próprio Ministério Público Federal.

Além de rebater as acusações, os representantes do ex-governador questionam a atualização do débito para R$ 32,6 milhões, valor que inclui juros e multas. Para eles, a cobrança seria desproporcional e desconsideraria as negociações realizadas ao longo dos últimos anos.

A petição encaminhada ao Supremo Tribunal Federal sustenta que a própria PGR avaliou os bens oferecidos e chegou a discutir a possibilidade de recebê-los como forma de quitação da dívida remanescente.

Outro ponto levantado pela defesa é a impossibilidade prática de quitar mais de R$ 32 milhões em apenas 30 dias. Segundo o documento, Silval já abriu mão de grande parte de seu patrimônio para cumprir o acordo firmado em 2017.

Diante disso, foi solicitado o restabelecimento do cronograma original de pagamento, com parcelamento em cinco prestações anuais. A defesa ainda pediu a indicação da conta judicial para o depósito imediato da primeira parcela.

O caso se arrasta desde 2019 e envolve discussões sobre a substituição de parcelas em dinheiro por imóveis localizados em Mato Grosso, incluindo uma área rural em Sinop.

Fonte: DA REPORTAGEM

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