Noticias
Startup cria nova geração de bioinsumos para controle de fungos e bactérias
31 de Março de 2026 as 05h 35min
Essa é a mesma classe de moléculas usada em medicamentos para saúde humana – Foto: Divulgação
Uma startup de biotecnologia sediada em Londrina desenvolveu uma plataforma inovadora capaz de criar peptídeos bioativos para o agronegócio, abrindo caminho para uma nova geração de bioinsumos de alta precisão.
A tecnologia foi criada pela HYH Biotechnology, empresa de pesquisa e desenvolvimento, que projeta moléculas biotecnológicas para aplicação nos setores agrícola, farmacêutico e de saúde.
Os peptídeos desenvolvidos pela empresa podem atuar como fungicidas, bactericidas e indutores de resistência em plantas, ajudando a proteger culturas agrícolas contra diversas doenças.
Segundo as pesquisadoras e fundadoras da HYH, Nayara Okumoto e Renata da Rosa, não há nada parecido com essa tecnologia no mercado agro brasileiro e pouquíssimas empresas no mundo trabalham com peptídeos para o setor.
Elas explicam que diferentemente de compostos encontrados na natureza, que não podem ser patenteados no Brasil desde 2015, as moléculas desenvolvidas pela HYH são peptídeos (pedaços de proteínas) modificados por engenharia molecular e análogos aos naturais, projetados para reconhecer e atacar patógenos específicos que afetam as plantas.
“Estamos falando de moléculas biológicas projetadas para atuar diretamente nos alvos moleculares de fungos e bactérias que atacam as plantas. Os peptídeos chegam às células (do patógeno) com mais facilidade e promovem um efeito (para o qual foi desenvolvido) muito mais eficaz”, explica Renata, acrescentando que essa inovação pode abrir caminho para soluções mais específicas e sustentáveis na proteção de culturas agrícolas.
Mais de 90% do processo de desenvolvimento, acrescenta Nayara, acontece no laboratório de bioinformática, a partir do uso de um software. No Brasil, a HYH é a única empresa utilizando essa plataforma para a criação dos peptídeos bioativos.
Uma das vantagens desse processo é que ele permite criar novas estruturas biológicas patenteáveis, com maior precisão, eficiência, diversidade e rapidez. O desenvolvimento desses peptídeos, conforme ela, levou em torno de 2 anos. Em comparação, a criação de um produto químico ou biológico pode levar até 10 anos.
A tecnologia central do software foi desenvolvida pela agrônoma e doutora Nayara Okumoto. Pesquisadora em biotecnologia molecular, ela lidera o desenvolvimento das moléculas criadas pela empresa. Segundo ela, a plataforma permite projetar e otimizar peptídeos bioativos por meio de engenharia molecular, criando moléculas inéditas com alta especificidade contra diferentes patógenos agrícolas.
“Desenvolvemos uma metodologia capaz de desenhar e modificar peptídeos com precisão molecular, criando novas estruturas biológicas voltadas para aplicações específicas no agronegócio”, afirma. Entre as vantagens, a biodegradabilidade, a alta seletividade biológica e o menor impacto ambiental, características cada vez mais buscadas pelo setor agrícola. Ainda, se comparado aos produtos já utilizados pelo setor, como os químicos e os biológicos, a pesquisadora pontua impacto reduzido para saúde animal e humana e um manejo mais estratégico.
Segundo ela, os peptídeos criados pela empresa são voltados ao controle de patógenos da soja, uma das culturas mais importantes do agronegócio mundial. Atualmente, a empresa possui cinco peptídeos bioativos desenvolvidos e prontos para negociação com empresas do setor, apresentando níveis de controle superiores a 80% contra patógenos agrícolas relevantes em testes experimentais.
Nayara explica que as moléculas, por sua vez, encontram-se em processo de proteção intelectual por meio de depósitos de patentes, etapa essencial para a transferência da tecnologia ao setor produtivo.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
Veja Mais
Atletas apoiados pela ADESIN e Prefeitura se destacam em Corrida Cross Country
Publicado em 31 de Março de 2026 ás 14h 39min
Governo define regras e punições para devedores contumazes
Publicado em 31 de Março de 2026 ás 13h 38min
Boi gordo se sustenta com oferta baixa e demanda forte da China
Publicado em 31 de Março de 2026 ás 12h 38min
