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Segunda Feira, 05 de Outubro de 2026

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Startup quer transformar eficiência de dados em nova matéria-prima

05 de Outubro de 2026 as 04h 42min

Criada por profissionais com experiência em automação da indústria madeireira – Foto: Divulgação

Em uma serraria, alguns minutos podem valer uma tora inteira. Enquanto máquinas cortam, classificam e transformam madeira, toneladas de matéria-prima passam pela linha de produção todos os dias.

O problema é que, em muitas operações, parte das informações geradas nesse processo ainda termina espalhada entre relatórios, planilhas, anotações e sistemas que não conversam entre si. Para a MindsGlobal, esse desencontro entre produção e informação representa uma oportunidade de eficiência que ainda está pouco explorada pela indústria madeireira.

Criada por profissionais que passaram anos dentro de operações do setor, a startup chega ao mercado com a Castor, uma plataforma desenvolvida para transformar os dados gerados pelas serrarias em ferramentas de decisão.

A proposta é atuar sobre três desafios diretamente ligados à rentabilidade da operação: disponibilidade dos equipamentos, aproveitamento da madeira e rastreabilidade dos produtos, principalmente em pequenas e médias serrarias que, que muitas vezes, não têm acesso às mesmas ferramentas disponíveis em operações de maior porte.

A Minds Global nasceu como uma spin-off da Mendes Máquinas, empresa de Curitibanos/SC especializada em equipamentos e automação para a indústria madeireira. O CTO da startup, Thiago Sampaio Röper, é engenheiro de controle e automação, com mestrado em sistemas automatizados para máquinas, e acumula mais de 10 anos de experiência no segmento.

O sócio, Diego Uncini, soma 20 anos de atuação em automação, treinamento de equipes para operação e manutenção voltada ao setor madeireiro.

Os dois trabalhavam na Mendes quando começaram a perceber que o avanço da automação estava produzindo uma quantidade cada vez maior de dados, mas que nem sempre essas informações eram utilizadas de maneira integrada. “Víamos muitos clientes com alta produção, com cerca de 4 mil a 5 mil toras por turno, mas que não conseguiam quantificar a operação com seus relatórios e planilhas manuais que não se convergiam”, conta Röper.

O primeiro passo foi desenvolver internamente uma ferramenta capaz de organizar e analisar essas informações. A tecnologia ajudou a identificar gargalos e acompanhar indicadores da operação, permitindo que a equipe entendesse se determinado problema estava relacionado à manutenção, planejamento, processo ou até mesmo a questões culturais.

Segundo o executivo, o uso dos indicadores reduziu aproximadamente pela metade o período necessário para que uma nova operação atingisse um nível adequado de desempenho.

“Uma implantação que poderia levar entre oito e dez meses passou a ter uma curva de adaptação significativamente menor. Foi justamente nessa experiência que surgiu a percepção de que aquela tecnologia poderia ultrapassar os limites dos clientes da Mendes”, destacou.

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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