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Segunda Feira, 29 de Junho de 2026

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Sustentabilidade agrícola começa antes da porteira

23 de Setembro de 2025 as 14h 23min

O sequestro de carbono na agricultura é uma estratégia cada vez mais necessária para combater as mudanças climáticas, melhorar a qualidade do solo, fortalecer os sistemas produtivos e ainda gerar ganhos econômicos aos produtores. Mas, para que seja realmente eficaz, a sustentabilidade precisa começar antes mesmo da porteira, na escolha de matérias-primas renováveis e processos de baixo impacto ambiental dentro da agroindústria.

Hoje, mais do que um diferencial competitivo, a adoção de práticas sustentáveis tornou-se um requisito para garantir a permanência do agronegócio no futuro. Essa mudança de mentalidade vai além de atender às exigências do mercado e da sociedade: ela assegura eficiência produtiva, preservação ambiental e fortalece toda a cadeia do setor. Nesse cenário, o sequestro de carbono desponta como um dos pilares centrais, capaz de mitigar impactos e posicionar a agricultura como uma aliada no enfrentamento das mudanças climáticas.

Segundo a engenheira agrônoma Letícia Cunha, da Superbac, é essencial entender que a sustentabilidade não começa apenas “dentro da porteira”. “A escolha criteriosa das matérias-primas para a produção de insumos é determinante. É preciso priorizar fontes renováveis e tecnologias que emitam menos gases de efeito estufa e favoreçam a saúde do solo”, explica.

Ela cita os biofertilizantes desenvolvidos pela empresa, que emitem menos gases de efeito estufa durante a fabricação e, no campo, aumentam a atividade microbiana do solo — processo que contribui para o sequestro de carbono e melhora a eficiência na absorção de nutrientes pelas plantas. Um exemplo é o Supergan, fertilizante biotecnológico que já nasce com essa proposta: ele combina o condicionador biológico de solo Smartgran, enriquecido com bactérias inteligentes (tecnologia Smartbac), em um único produto — o único do setor com essa dupla função registrada no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com a especialista, os fertilizantes biotecnológicos da empresa trabalham com um blend de bactérias do gênero Bacillus, que atuam em diversos processos do solo, como a formação de biofilmes, a solubilização de fósforo, a produção de fitormônios e ácidos orgânicos. Essas bactérias melhoram a qualidade biológica do solo, promovem o crescimento das plantas, aumentam a resistência a patógenos e ainda contribuem para a captura de gases de efeito estufa.

Fonte: DA REPORTAGEM

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