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Quinta Feira, 13 de Agosto de 2026

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Tecnologia reforça a segurança alimentar na proteína animal

13 de Agosto de 2026 as 10h 56min

Plataforma poderá dar origem a novas soluções voltadas à biossegurança alimentar – Foto: Divulgação

Uma tecnologia desenvolvida no Brasil surge como uma nova alternativa para fortalecer a segurança microbiológica em diferentes etapas da cadeia produtiva de alimentos.

Baseada em uma plataforma de peptídeos antimicrobianos mutantes e patenteados, a inovação concebida pela HYH Biotechnology, empresa brasileira de biotecnologia, atua no controle de microrganismos de interesse da indústria alimentícia e tem potencial para ampliar a biossegurança em processos que vão de frigoríficos e incubatórios ao processamento de ovos, carnes e laticínios.

A inovação chega em um momento em que a indústria alimentícia enfrenta desafios cada vez maiores relacionados à segurança dos alimentos. Além das exigências sanitárias mais rigorosas, o setor convive com riscos de contaminação microbiológica, recalls, perdas econômicas e restrições comerciais.

Segundo estudo da Food Marketing Institute (FMI) e da antiga Grocery Manufacturers Association (GMA), o custo direto médio de um único recall pode chegar a US$ 10 milhões, sem considerar os impactos sobre a reputação e a confiança do consumidor.

Inspiradas nos mecanismos naturais de defesa dos organismos vivos e desenvolvidas por meio de engenharia molecular e modelagem computacional, foco de atuação da HYH Biotechnology, essas moléculas representam uma nova abordagem biotecnológica para ampliar a biossegurança na produção de alimentos.

A TECNOLOCIA

A plataforma, segundo a pesquisadora e cofundadora da HYH Biotechnology Renata Rosa, foi concebida para atuar contra diferentes bactérias e fungos de relevância para a indústria alimentícia. Entre eles estão a Salmonella, um dos principais agentes associados às doenças transmitidas por alimentos; a Escherichia coli (E. coli), frequentemente relacionada a surtos alimentares; e a Listeria monocytogenes, considerada uma das bactérias de maior preocupação para alimentos prontos para consumo.

Nos testes realizados até o momento, os peptídeos também demonstraram atividade sobre biofilmes, estruturas formadas por microrganismos aderidos a superfícies e equipamentos industriais que dificultam os processos convencionais de higienização.

“Nosso objetivo sempre foi desenvolver uma tecnologia capaz de resolver desafios reais da indústria. Para além de produzir conhecimento científico, buscamos criar soluções que possam ser transformadas em produtos para aumentar a segurança microbiológica dos alimentos e contribuir para uma produção mais eficiente e sustentável”.

O desenvolvimento da plataforma é resultado de aproximadamente quatro anos de pesquisa envolvendo bioinformática, modelagem computacional, engenharia de peptídeos e validação experimental.

Diferentemente das soluções convencionais, a tecnologia não se baseia em uma única molécula antimicrobiana, mas em uma plataforma de peptídeos desenvolvidos racionalmente, permitindo a criação de formulações específicas para diferentes aplicações da indústria alimentícia.

RESULTADOS

Nos ensaios laboratoriais realizados até o momento, a tecnologia apresentou resultados promissores. Os peptídeos iniciaram o controle dos microrganismos avaliados em aproximadamente duas horas de contato, impediram a formação de novas colônias por mais de quatro dias e promoveram cerca de 95% de degradação de biofilmes nos testes conduzidos em laboratório.

A plataforma também é protegida por patente, possibilitando o desenvolvimento de produtos exclusivos voltados para diferentes segmentos da indústria.

Na prática, a expectativa é que a tecnologia possa contribuir para reduzir o risco de contaminação cruzada, fortalecer os processos de higienização industrial, diminuir perdas provocadas por contaminações microbiológicas e ampliar a competitividade das empresas diante das exigências dos mercados nacional e internacional.

Conforme avançarem as etapas de validação industrial, a plataforma poderá ser aplicada em diferentes pontos da cadeia produtiva, incluindo frigoríficos, incubatórios, aviários, processamento de ovos, laticínios e outras áreas da indústria de alimentos.

Mais do que o desenvolvimento de um novo produto, a HYH Biotechnology aposta na construção de uma plataforma biotecnológica com potencial para originar diferentes soluções voltadas à biossegurança industrial.

“Quando falamos em segurança alimentar, estamos falando de proteger consumidores, preservar a reputação das empresas e evitar prejuízos que podem comprometer toda uma cadeia produtiva”, frisa Renata.

A proposta, acrescenta, foi desenvolver uma plataforma biotecnológica que possa dar origem a diferentes soluções para ampliar a segurança microbiológica da indústria de alimentos. “Acreditamos que esse é apenas o início de uma nova geração de tecnologias desenvolvidas para enfrentar desafios cada vez mais complexos da segurança alimentar”.

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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