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Domingo, 05 de Abril de 2026

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Você quer ter um robô humanoide?

05 de Abril de 2026 as 11h 27min

Hoje eu queria sair um pouco do hardnews e entrar num tema que não analisamos há um certo tempo aqui na newsletter. Tive essa inquietação depois de a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, caminhar brevemente com um robô humanoide antes de participar de um evento na Casa Branca na quarta-feira. O modelo é o Figure 03, fabricado pela Figure AI. Você pode assistir aqui. Achei um bom gancho pela repercussão.

Em maio de 2025, a Morgan Stanley projetou: “o mercado de humanoides deverá atingir US$ 5 trilhões até 2050, além das cadeias de suprimentos relacionadas, bem como reparo, manutenção e suporte. Poderá haver mais de 1 bilhão de humanoides em uso até 2050”. A adoção seria acelerada a partir do final da década de 2030.

Ainda segundo a Morgan Stanley, até 2050, cerca de 90% dos robôs humanoides provavelmente serão utilizados para trabalhos repetitivos — principalmente em indústrias e comércios.

“A previsão para o uso doméstico é muito mais conservadora, com apenas 80 milhões de humanoides em residências até 2050. Não veremos um robô em cada casa da noite para o dia.” – afirmou Adam Jonas, chefe de pesquisa global de automóveis e mobilidade compartilhada do Morgan Stanley.

Do total, a China deverá ter o maior número de robôs humanoides em uso até 2050: 302,3 milhões. O segundo lugar, dos EUA, aparece distante na conta: 77,7 milhões de unidades.

O cenário muda quando falamos de uso doméstico: “Cerca de 10% dos domicílios americanos, no geral, poderiam ter um humanoide até 2050, totalizando 15 milhões de unidades no país. Embora a China provavelmente tenha o maior número de humanoides, apenas 3% dos domicílios devem possuir um, totalizando cerca de 4 milhões de unidades” – traz o relatório.

A Morgan Stanley Research estima que o custo de um robô humanoide era de mais ou menos US$ 200 mil em 2024 em países de alta renda. Com o avanço da tecnologia e da produção, os preços provavelmente cairão para cerca de US$ 150 mil em 2028 e US$ 50 mil em 2050. Em países de baixa renda, os preços podem cair para até US$ 15 mil em 2050.

“Para que esses humanoides cheguem aos lares, os preços precisam cair significativamente, em paralelo com a aceitação regulatória e social desse uso” – explicou a Morgan Stanley.

Quando falamos de um ano tão distante como 2050, claro que qualquer projeção tem mais cara de exercício de futurologia do que de certezas – por mais que existam dados robustos. Ainda mais se levarmos em conta flutuações financeiras, como inflação e poder de compra. O dinheiro de hoje não vale o mesmo que o dinheiro de amanhã.

Será que vai ser algo parecido com o setor automotivo? Os carros de décadas atrás custavam muito menos em valores absolutos. Mas, levando em conta a inflação, a relação com o salário mínimo e a tecnologia embarcada, a análise ganha novos ingredientes que não podem ser ignorados.

Para aterrissar, falando de presente, uma das principais empresas do setor na China atualmente é a Unitree. O G1, um humanoide mais simples, é anunciado no site oficial por US$ 13.500. O H1, modelo mais avançado, sai por US$ 90 mil.

Em fevereiro, a China exibiu seus avanços ao colocar robôs humanoides fabricados no país no centro das atenções do Festival da Primavera da CCTV, o programa de TV mais assistido por lá, quando realizaram apresentações de dança e artes marciais. O evento faz parte das comemorações do Ano Novo Lunar.

Em agosto do ano passado, a China realizou os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, as “Olimpíadas de Robôs”. Foram centenas de máquinas de 280 equipes e empresas, vindas de 16 países, para mostrar os avanços no setor.

Nos Estados Unidos, a Tesla anunciou em janeiro que estava encerrando a produção dos Model S e Model X, dois de seus veículos mais antigos, e converteria os esforços para a fabricação do Optimus, robô humanoide em desenvolvimento pela empresa. O projeto tem como objetivo desenvolver um robô bípede e inteligente, capaz de executar tarefas que vão desde trabalhos em fábricas até funções domésticas.

Fonte: DA REPORTAGEM

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