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Quinta Feira, 01 de Outubro de 2026

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WF critica Pivetta por defender classificação de facções como terroristas

10 de Junho de 2026 as 17h 49min

Declarações ampliam embate pelo Paiaguás - Foto: Assessoria

A disputa política pelo Palácio Paiaguás ganhou um novo capítulo após declarações divergentes entre o senador Wellington Fagundes e o governador Otaviano Pivetta sobre o combate às facções criminosas. Pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso, os dois passaram a confrontar publicamente suas visões sobre segurança pública.

O embate começou depois que Pivetta elogiou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A avaliação do governador foi contestada por Wellington, que defendeu que a responsabilidade pelo enfrentamento ao crime organizado deve permanecer sob comando das instituições brasileiras.

Na avaliação do senador, a solução para os problemas de segurança não pode ser transferida para agentes externos. Segundo ele, cabe aos governos estaduais e às forças nacionais de segurança adotar medidas permanentes de combate à criminalidade. “Quem tem que ter a solução da segurança do Estado é o Estado. A Força Nacional vem intervir quando acontece uma situação dessa, mas de forma temporária”, afirmou WF.

O parlamentar também sustentou que o fortalecimento da segurança pública passa pela ampliação dos investimentos no efetivo policial e pela valorização dos profissionais que atuam na área. “Quem tem que contratar policiais, valorizar o policial e melhorar a condição de vida da família do policial é o Estado”, declarou.

O senador alertou ainda para possíveis reflexos da medida nas relações internacionais do Brasil. Na avaliação dele, decisões dessa natureza podem produzir consequências econômicas, diplomáticas e até institucionais. “Realmente, nós poderemos ter consequências, inclusive relacionadas à autonomia do país. É um tema que exige muita cautela”, argumentou.

Fonte: DA REPORTAGEM

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